06/04 - 18:39, atualizada às 21:16 06/04 - AP
SÃO PAULO, Brasil – O rabino Henry Sobel, que foi afastado mês passado da maior congregação judaica da América do Sul depois de ser preso sob acusações de roubo, disse que se encontrará com o papa Bento 16, quando o pontífice chegar ao país em maio.
Henry I. Sobel, que por mais de 30 anos liderou a Congregação Judaica de São Paulo, foi preso em março acusado de furtar gravatas, no valor total de US$608, de inúmeras lojas caras em Palm Beach, Flórida. Ele foi solto depois de pagar US$3 mil de fiança.
Sobel, de 63 anos, disse para o jornal o Estado de São Paulo, em uma entrevista publicada nesta sexta-feira, que seu encontro com o papa – programada antes da prisão de Palm Beach – havia sido confirmado recentemente.
Sobel, que não pode ser encontrado diretamente na sexta-feira, disse que durante seu encontro com o papa, ele “pediria pelo perdão de Deus, caso eu tenha a oportunidade”.
“Eu não sou católico, então não posso pedir pelo perdão do papa”, ele disse. “Mas eu pedirei para o Deus de Abraão, Isaac, Jacob e Israel para me perdoar".
“Talvez na presença do papa eu possa sentir sua humildade e deixar alguma entrar em minha alma”.
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