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Sindicato dos Aeroviários aconselha funcionários a abandonarem guichês em caso de novos tumultos nos aeroportos

03/04 - 03:14, atualizada às 06:36 03/04 - Agência Brasil

RIO DE JANEIRO - A presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, recomendou hoje (2) que os funcionários de empresas aéreas abandonem os guichês quando acontecerem tumultos nos aeroportos por causa da crise no tráfego aéreo. Segundo ela, a recomendação é para garantir a proteção dos trabalhadores, que acabam agredidos, física ou verbalmente, por passageiros irritados com a impossibilidade de viajar.

 

“Devem abandonar o check-in para evitar agressões, pois os funcionários ficam em uma posição muito difícil”, disse a sindicalista, que lembrou o caso da agressão de um passageiro a Margareth Soares, funcionária da BRA, na sexta-feira (30), no Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Selma Balbino também acusou a Empresa de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de terem sido omissas durante os tumultos. “Naquele momento, em que a greve era dos controladores e a responsabilidade era do Ministério da Defesa, a Anac teria de fazer o papel de se comunicar com o público, em comum acordo com as empresas. E a Infraero tem o seu serviço de segurança e deveria ter chamado as polícias Civil e Federal, para ficar de prontidão e tomar providências imediatamente. São duas omissas”.

A presidente do Sindicato dos Aeroviários, que tem 11.300 filiados em todo o país, também disse que considera o movimento deflagrado pelos controladores militares justo, mas que falta esclarecer alguns detalhes: “Eu até quero acreditar que seja o resultado de um governo democrático-popular, que permite que trabalhadores, mesmo militares, se posicionem. Porque se não for, é muito mais grave. Eu vejo, inclusive, uma tentativa de desestabilização do governo Lula nessa postura tão radicalizada dos controladores de vôo. Eu fico muito preocupada com isso”, afirmou a sindicalista.

As assessorias de imprensa da Infraero e da Anac foram procuradas, mas não responderam às acusações da sindicalista.

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