29/03 - 12:03 - Rodrigo Ledo – Último Segundo/Santafé Idéias
O recém-empossado ministro do Trabalho e presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que não assume o cargo fragilizado pelo pedido feito pela CUT ao presidente Lula para permanência do ministro anterior, Luiz Marinho (que assumiu o Ministério da Previdência Social). Segundo Lupi, ele não é representante dos interesses da Força Sindical, apesar de esta central ter forte vínculo com o PDT, e prometeu fazer uma gestão de portas abertas para todas as Centrais Sindicais.
“É um direito democrático de qualquer Central fazer um pedido desses. Compreendo este pedido da manutenção pela origem de Marinho, que era da CUT”, minimizou Carlos Lupi, referindo-se à pressão feita pela CUT junto ao presidente Lula. O novo ministro procurou ressaltar que seguirá a política de governo estabelecida pelo presidente.
Questionado sobre a declaração de Lula, que em discurso disse a Lupi para não deixar o deputado federal Miro Teixeira (líder do PDT na Câmara) atrapalhar sua gestão no Ministério, Carlos Lupi disse que não há conflitos nas bancadas do PDT por sua indicação à pasta. “Miro é um amigo pessoal do Lula há mais de 30 anos. A bancada está unida e Miro é nosso líder”, afirmou.
O ministro Carlos Lupi deu mostras de que poderá dar trabalho ao Planalto de acordo com os rumos da discussão da Previdêcnia Social. Ele afirmou que, se o fórum criado pelo governo decidir pela realização de uma reforma previdenciária que retire direitos dos trabalhadores, ele terá posicionamento contrário. “O PDT nunca será a favor da retirada de direitos. A Previdência Social é o mais importante ministério para a justiça social”, argumentou Lupi.
Publicidade