20/03 - 22:05 - Redação
O promotor Thales Ferri Schoedl, acusado de matar um e ferir outro jovem em Riviera de São Lourenço, no litoral de São Paulo, permanecerá nos quadros do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
Em reunião nesta terça-feira, o Conselho Superior do MP paulista rejeitou, por cinco votos a quatro, a proposta de não vitaliciamento de Schoedl, mas ainda cabe recurso da decisão. O corregedor poderá recorrer ao Órgão Especial do Conselho de Procuradores do MP de São Paulo, formado por 42 procuradores, a quem caberá a decisão final.
Em dezembro de 2004, Ferri Schoedl disparou 12 tiros com uma pistola semi-automática calibre 380 em dois jovens. Felipe Siqueira levou quatro tiros, mas sobreviveu; Diego Mondanez morreu na hora.
Schoedl havia sido exonerado do MP, mas em maio de 2006, o promotor conseguiu Mandado de Segurança do Tribunal de Justiça de São Paulo para afastar a exoneração. O pedido foi aceito pelo Órgão Especial do TJ. O TJ paulista confirmou a liminar e permitiu que Schoedl voltasse ao cargo, mas sem exercer suas funções. A ação foi ajuizada pela defesa dele em janeiro do ano passado. No mesmo mês, o desembargador Canguçu de Almeida, vice-presidente do TJ, acolheu o pedido de liminar e o então o promotor voltou a receber os salários e demais vantagens. O promotor reclama na Justiça o pagamento de R$ 284.352 de salários atrasados.
(Informações com a Revista Consultor Jurídico)
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