15/03 - 11:47, atualizada às 12:20 15/03 - Laryssa Borges - Último Segundo/ Santafé Idéias
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira, que não submeterá a questões políticas as áreas de Saúde e Educação, e sim determinará que sejam administradas por "pessoas competentes". Em solenidade para a discussão do Programa de Desenvolvimento da educação (PDE), no Palácio do Planalto, o presidente defendeu investimentos nesses setores e declarou que "na Saúde se você brincar dá é morte e na educação dá em analfabetos".
"Existem duas coisas que a são fundamentais no Brasil hoje, que é educação de qualidade e saúde, porque não pode brincar nem partidarizar. A gente monta um governo com gente que tem competência e capacidade de montar um bom governo. Na Saúde se você brincar é morte. Na Educação se você brincar é analfabeto. Essas coisas são sérias e todos estão convencidos que precisamos ter ensino de qualidade", comentou.
As declarações tem como pano de fundo a intenção de manter Fernando Haddad como ministro da Educação. Ontem, Lula nomeou o médico sanitarista José Gomes Temporão, indicação do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), para a pasta da Saúde.
Relacionando os investimentos em educação às freqüentes ondas de criminalidade, o presidente Lula destacou que não considera "gasto" os investimentos aplicados no ensino de jovens e adultos. "É o investimento mais barato que o Brasil pode ter na formação do seu povo", disse. E declarou que reduzir a maioridade penal para 16 anos não irá combater a violência urbana. "São pessoas que estão a mercê do crime organizado e temos que cuidar delas".
"Quando acontecem as exceções que levam os jovens a cometerem barbaridades, a primeira atitude é alguém pedir 'vamos diminuir a maioridade penal, porque assim nós resolvemos o problema dos jovens'. O problema dos jovens é aumentar o tempo deles na cadeia ou fazer que eles entrem na cadeia mais cedo. Na verdade nós, estados brasileiros, municípios brasilieros, a União temos uma dívida e uma responsabilidade por esse jovem ter chegado a essa situação", defendeu Lula. "Esses crimes não são regras, são exceções".
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