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Missa no Rio marca um mês da morte de João Hélio

07/03 - 13:27, atualizada às 14:45 07/03 - Redação

RIO DE JANEIRO - Uma missa em memória do menino João Hélio Fernandes, morto há um mês, após ser arrastado por ruas do subúrbio da cidade, foi rezada na Igreja da Candelária, no Centro do Rio, com a participação de diversos parentes de vítimas da violência no Rio. A mãe do menino, Rosa Cristina Fernandes, afirmou que quer chamar a atenção dos governantes para que eles assumam suas parcelas de responsabilidade.

Os pais de João Hélio chegaram muito emocionados e voltaram a defender a redução da maioridade penal. Eles levaram um exemplar da Constituição Brasileira e a bandeira do País.

Segundo Rosa Cristina, a morte do filho fez com que a sociedade se mobilizasse contra a violência, mas as autoridades ainda não se movimentaram para reforçar a segurança da população. Os pais do menino também criticaram a ausência de autoridades do governo na cerimônia

Após a cerimônia, foi realizada uma passeata da Candelária até a Câmara de Vereadores, na Cinelândia. O ato reuniu cerca de 200 pessoas.

Para orientar os motoristas e ordenar o tráfego, guardas municipais foram distribuídos em pontos estratégicos no entorno da igreja e ao longo da Avenida Rio Branco.

Mãe reconhece dois acusados

Após ter confessado a participação no assassinato do garoto João Hélio, de 6 anos, morto ao ser arrastado por sete quilômetros no Rio de Janeiro, o menor E., de 16 anos,  pediu ontem à juíza Adriana Angelim, da 2ª Vara da Infância e Juventude, para prestar um novo depoimento, onde pretende negar seu envolvimento no crime.

Pela fresta de uma porta entreaberta, Rosa Cristina Fernandes Vieites, mãe de João Hélio, reconheceu dois dos cinco envolvidos no crime que vitimou seu filho: Carlos Eduardo Toledo Lima, o Dudu, de 29 anos, irmão do menor E., e Diego Nascimento da Silva, de 18 anos. O menor não foi indentificado por Rosa.

O advogado da mãe de João Hélio, Gilberto Fonseca, disse que "foi um momento de maior tristeza quando ela olhou os elementos que terminaram com a vida do filho dela. Ela não disse nada, chorou". Ela, por precaução, não ficou frente à frente com os acusados ao encontrá-los na 2ª Vara da Infância e Juventude do Rio.

Eles permaneceram em uma sala iluminada e ela de fora, num ambiente escuro, de forma a não ser vista. O reconhecimento foi feito no processo do menor E. , de 16 anos, no Juizado de Menores. Hoje, estava marcada a fase de instrução do processo para que fossem ouvidas as testemunhas.

O menor foi ouvido semana passada, pelo juiz titular da 2ª Vara, Guaraci Viana. Segundo ele, deveriam ser interrogado os outros quatro acusados no caso - que por serem maiores, serão julgado pela Justiça Estadual Criminal -, arrolados como testemunhas e três testemunhas indicada pelo promotor.

Como Viana estava em Brasília, a juíza auxiliar Adriana Angelim, presidiu a audiência. Ela dispensou o depoimento dos envolvidos, interrogou a mãe de João Hélio - que, segundo Vianna, não estava no rol de testemunhas - e duas das três testemunhas de acusação: o sargento PM Sérgio Navarro, que atendeu a ocorrência no dia que o menor foi morto, e o delegado Alexandre Capote, que investigou o caso. O motoqueiro que viu o menino ser arrastado e foi ameaçado pelos ocupantes do carro não apareceu.

Ao depor, Rosa pediu que o menor fosse retirado da sala. Também ficaram de fora seus pais, Maria e Nilson Nonato da Silva. Os outros acusados - Carlos Eduardo, Diego, Tiago Abreu Matos, de 19 anos e Carlos Roberto da Silva, de 21 anos - só participaram da parte do reconhecimento.

Entenda o caso

O menino João Hélio Fernandes Vientes, de 6 anos, foi morto no dia 7 de fevereiro, ao ser arrastado durante sete quilômetros, depois do carro em que estava ter sido assaltado no bairro Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio.

A mãe foi retirada do veículo e, ao tentar soltar o cinto de segurança do filho, sentado no banco de trás, foi surpreendida pelos ladrões, que assumiram a direção e partiram em disparada.

A criança ficou pendurada do lado de fora, presa ao cinto de segurança. O corpo do João Hélio foi arrastado durante 15 minutos, por 14 ruas, até Cascadura, onde o carro foi abandonado em uma rua.

(Com informações da rádio CBN)





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