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Missa em homenagem a menino morto no Rio é realizada no Rio

14/02 - 09:33, atualizada às 12:26 14/02 - Redação

Uma missa em memória do menino João Hélio Fernandes, de 6 anos, morto na quarta-feira passada quando foi arrastado pelo lado de fora de um carro, foi iniciada por volta das 11h desta quarta na Igreja de Nossa Senhora da Candelária, na região central do Rio de Janeiro. A morte aconteceu após o roubo do veículo da mãe do menino, que não conseguiu liberá-lo do cinto de segurança.

Conversa Afiada: Delegado conta como chegou a Diego

Na última terça, uma outra missa foi realizada em clima de comoção na Igreja de Divino Salvador, em Piedade, subúrbio da capital fluminense.

Acareação

Em uma acareação realizada ontem com os cinco suspeitos do crime, a Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu que o acusado Carlos Eduardo Lima, 23 anos, dirigia o Corsa da mãe do garoto, quando o crime aconteceu. No carro também estavam Diego Silva, 18, e o menor E., 16. Os outros dois suspeitos Tiago Abreu Matos, 19, e Carlos Roberto da Silva, 21, seguiram em um táxi que seria do pai de Tiago.

A polícia chegou a esta conclusão após o depoimento de Diego. Foi ele, no banco do carona, quem teria apontado a arma para o motoqueiro que tentava avisar que havia um menino preso do lado de fora do veículo. Diego teria feito uma descrição apurada do motociclista. No banco de trás seguiu o menor E., que, segundo a polícia, abordou a mãe do menino João Hélio e passou a arma para Diego quando já estava no interior do veículo roubado. A Polícia concluiu também que todos chegaram ao local do roubo dentro do táxi.

O delegado-assistente Alexandre Capote confirmou que os cinco suspeitos viram o garoto ser arrastado pelo carro.

Os quatro acusados maiores de idade foram indiciados por latrocínio, formação de quadrilha armada e corrupção de menores. Todas as penas somadas chegam a 40 anos de prisão, sendo que só o latrocínio equivale a 30 anos.

Inconformados

Um grupo de 30 pessoas esperava na porta da delegacia para insultar os acusados. No momento em que E. chegou para a acareação, um senhor, inconformado, tentou acompanhar a entrada da viatura no prédio dando socos no carro e precisou ser impedido pelo delegado.

Os quatro acusados maiores de idade chegaram um pouco antes, dois deles com hematomas no rosto. Na polícia Tiago e Diego afirmaram que apanharam na Polinter.

Reconstituição

A Polícia deve fazer a reconstituição do crime nesta quinta-feira  na Avenida João Vicente, em Oswaldo Cruz, no subúrbio do Rio. As testemunhas serão convocadas.

(Com reportagem de Nara Alves)





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