12/02 - 08:04 - Redação com agências
SÃO PAULO - Os pais do menino João Hélio Fernandes, o garoto de seis anos morto na última quarta após ser arrastado em um carro durante um assalto, disseram na noite do último domingo que esperam que o ocorrido sirva de exemplo para as autoridades e reverta o quadro de violência na capital fluminense. As informações são do programa "Fantástico", da Rede Globo.
Para Elson Vieites, pai de João, a morte do garoto não deve ficar “em vão” e “tudo o que vem acontecendo” deve servir “para marcar uma fase de mudança no nosso país.” “As pessoas não podem sofrer como a gente está sofrendo”, afirmou Élson.
“Estados mais violentos têm de ter um legislação específica. Se os menores de 18 anos cometem crimes bárbaros, eles têm sim de ser punidos. Eles não podem só ficar três anos, para daqui a três anos matarem um outro João. Eles não têm coração", disse visivelmente abatida Rosa Cristina Fernandes, a mãe do menino.
A mãe ainda descreveu o momento do assalto. Disse que, viu dois homens armados se aproximarem do carro. Um deles assumiu o volante e quando ela tentava retirar João do banco traseiro escutou: "Sai, sua vagabunda”.
“Quando vi que ele foi arrastado, percebi que não poderia corrigir aquilo. Não poderia livrá-lo da morte", lamentou Cristina.
O casal ainda se mostrou preocupado com as conseqüências do assassinato na filha mais velha do casal, que presenciou a morte do irmão. Ela divulgou neste domingo uma carta em que pede consciência aos políticos. Um trecho da carta foi lido durante a entrevista. Ela dizia estar “péssima” e pedia: “Se essa não é a hora da mudança, quando será? Quando acontecer novamente? Quando mais uma vida for tirada por um homem de 16 anos? E o pior é que ele só vai passar 3 anos de sua vida dentro de um centro de recuperação.”
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