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Anistia a José Dirceu seria "nódoa para democracia", diz OAB

05/02 - 15:50 - Laryssa Borges - Último Segundo/ Santafé Idéias

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, condenou hoje a eventual iniciativa de a Câmara dos Deputados encampar um processo de anistia em favor do deputado cassado e ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Com a eleição de Arlindo Chinaglia (PT-SP) como presidente da Câmara, o tema passou a ser tratado com mais veemência, já que Chinaglia é ligado politicamente a Dirceu, cujo mandato foi cassado após denúncias de envolvimento com o esquema do mensalão. Para ser acatado pelo Congresso, o processo de anistia teria de ter, pelo menos, 1,5 milhão de assinaturas.

"Uma medida dessas seria uma manobra casuística que, se passasse, representaria uma nódoa para a democracia e um retrocesso inaceitável para a cidadania, que condenou expressamente o esquema de cooptação conhecido como mensalão", afirmou Cezar Britto. Para o presidente da OAB, "anistiar e não punir mensaleiros são erros que se equivalem, ambos enquadrados na mesma classe corporativa que tanto mal causa ao Brasil. O Brasil não merece a reprise do dramalhão político que pautou o parlamento em tempos tão recentes".

Britto avalia que a tentativa de anistia é "absurda" e dificilmente irá prosperar. "Até pelas dificuldades políticas que a tese encerra, ela já nasce praticamente inviabilizada", disse.





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