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Renan Calheiros é reeleito presidente do Senado e promete fortalecer a Casa

01/02 - 09:17, atualizada às 21:49 01/02 - Redação com agências

BRASÍLIA - O senador Renan Calheiros foi reeleito nesta quinta-feira presidente do Senado com 51 votos, derrotando o senador José Agripino, que obteve apenas 28 votos. Também foram registrados um voto nulo e outro em branco. Em discurso de posse, Calheiros voltou a defender a independência da Casa. "Quero renovar meus compromissos pela autonomia e independência do Senado (...) pela democratização das ações dessa Casa, como sempre fizemos".  Após 6h de negociação, foi definida a Mesa Diretora da Casa.

 

Ao agradecer a confiança do plenário, Renan Calheiros colocou como prioridades a abertura do Senado, a maior participação popular e igualdade de tratamento entre os senadores. Calheiros defendeu, ainda, o aperfeiçoamento e fortalecimento das Parcerias Público Privadas (PPP) e prometeu trabalhar para que o Legislativo assegure normas que ampliem a segurança jurídica dos negócios, favorecendo o investimento e o crescimento.

Eleição para presidente

A sessão para eleição no Senado, presidida pelo senador Efraim Morais, começou por volta das 11h10. Após uma discussão entre os parlamentares sobre a formação de blocos no Senado, os candidatos à presidência, os senadores Renan Calheiros e José Agripino, fizeram um discurso no qual apresentaram suas propostas.

Durante o discurso, os dois candidatos destacaram o excesso de medidas provisórias e a necessidade do Senado se fortalecer. "Não há democracia sem Congresso forte, autônomo e independente (...) democracia e independência não são discurso, são prática", afirmou Calheiros (PMDB - AL), lembrando que, durante sua gestão, foram abertas cinco CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito)..

Conhecido pelo seu bom relacionamento com o Palácio do Planalto, o senador fez questão de declarar que cordialidade não deve ser confundida com governabilidade. "Nunca permiti, e nem permitirei, que a cordialidade possa confundir governabilidade com submissão e boa-vontade com subserviência. Nossos patrões são os brasileiros", afirmou

Antes foi a vez do senador José Agripinio (PFL - RN), também candidato à presidência da Casa, afirmar que o "Congresso precisa recuperar a capacidade de iniciativa", referindo-se também às medidas provisórias. O senador, porém, destacou que não será "o presidente do confronto". 

Agripino destacou as áreas de segurança pública, as reformas tributária e trabalhista e a retomada do crescimento como os principais temas dos quais os senadores devem se ocupar.

Ao contrário da disputa frenética que acontece na Câmara dos Deputados, a eleição para a mesa diretora do Senado foi menos aguerrida. 

Calheiros há muito tempo articulava com praticamente todas as legendas a própria reeleição. Mesmo assim, não anunciou abertamente a sua candidatura até as vésperas da eleição e buscou insistentemente definir a sucessão antes mesmo da votação. Para tanto, Renan tentou demover, inclusive, o seu adversário José Agripino (PFL-RN) da idéia de concorrer. O peemedebista, entretanto, nega qualquer tentativa nesse sentido.

Posse dos senadores

Os senadores  empossados também votaram. A cerimônia de posse dos 27 senadores começou às 10h50 e durou cerca de 10 minutos. 

Ao abrir a sessão, o senador Renan Calheiros, presidente da Casa, disse que, por um lado, "essa liturgia representa a perseverança na democracia representativa. De outro, significa o fortalecimento da crença no Poder Legislativo, interface viva, pulsante, cotidiana da sociedade, com os poderes constituídos".

Os senadores foram declarados empossados por Calheiros, e, em seguinda, ouviram o hino Nacional. Minutos antes, eles prestaram juramento. 

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) leu o discurso de juramento e os eleitos responderam "prometo", endossando assim o juramento que foi lido pouco antes por Simon. Renan pediu desculpas ao senador eleito Marconi Perillo, pois havia esquecido de ler o nome de Perillo, que foi assim o último a tomar posse.

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