01/02 - 11:16, atualizada às 08:23 02/02 - Redação com agências
O candidato petista Arlindo Chinaglia é o novo presidente da Câmara dos Deputados. Chinaglia foi eleito com 261 votos contra 243 votos para Aldo Rebelo (PCdoB), que deixa o cargo. No Senado, o senador Renan Calheiros foi reeleito nesta quinta-feira presidente do Senado com 51 votos, derrotando o senador José Agripino, que obteve apenas 28 votos. Saiba como foi a votação minuto a minuto
Em entrevista ao telejornal "Bom Dia Brasil" na manhã desta sexta-feira, Chinaglia defendeu que o teto do funcionalismo público seja o do Poder Legislativo.
"Há uma opinião no Congresso, da qual partilho, que o teto deva ser o salário do deputado e do senador, porque ninguém sabe quanto ganha um juiz, quando ganha um ministro do TCU",
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Como foi a votação
Numa disputa acirrada, Chinaglia precisou dos votos do PSDB para derrotar Aldo. Os votos dos tucanos foram fundamentais para a definição. Ao tomar posse, Chinaglia demonstrou disposição para trabalhar a pacificação entre os grupos. "A disputa acabou. A presidência vai cumprir o dever da imparcialidade", afirmou. "Quero fazer uma gestão democrática e precisaremos ter um método de trabalho através da consulta ao colégio de líderes, como é tradição na Casa, mas também consulta pessoal aos deputados", prometeu. Ele finalizou o discurso de posse dizendo que vai trabalhar para "recuperar plenamente a autonomia da Câmara dos Deputados".
No primeiro turno, dos 512 deputados que tomaram posse e votaram hoje, 236 votaram em Chinaglia, 175 em Aldo e 98 em Gustavo Fruet (PSDB-PR). Para que a eleição terminasse no primeiro turno, seria necessário que um candidato obtivesse a maioria absoluta, ou seja, 257 votos.
O deputado federal Gustavo Fruet (PSDB), candidato à presidência da Câmara que obteve 98 votos e declarou apoio a Aldo no segundo turno, abriu a sessão de votação na Casa afirmando que sua candidatura surge para ser "a favor do País" e contra essa que foi "a maior exposição negativa dos deputados em todos os tempos".
Fruet retomou o discurso adotado durante a campanha de cerca de duas semanas. O candidato pediu que os deputados votassem contrários à "mesmice", ressaltou que priorizará uma agenda positiva e frisou a independência e autonomia em relação ao Executivo, lembrando que sempre "com respeito"
Por último, Fruet saudou os dois outros candidatos, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP), dizendo que ambos são dignos de disputar e representar a Casa. Leia mais sobre o discurso de Fruet.
O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB), que obteve 175 votos, defendeu sua candidatura à reeleição no Plenário. Aldo ressaltou sua lealdade a Lula. "Fiz oito campanhas presidenciais ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva", afirmou. Sobre o assunto, o ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, afirmou não ser "ingratidão" de Aldo se candidatar à presidência da Câmara enfrentando um parlamentar petista, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Nas entrelinhas de seu pronunciamento, Aldo deu a entender que o candidato Arlindo Chinaglia (PT-SP) é o concorrente do governo e Gustavo Fruet (PSDB-PR) o candidato da oposição. "Não nos separam razões pessoais ou partidárias. O que nos separa são idéias e conceitos sobre aquilo que deve constituir a Casa. "Esta Casa precisa do equilíbrio entre as forças políticas e equilíbrio necessário entre as forças do governo e oposição", discursou Aldo Rebelo.
Aldo Rebelo também utilizou a estratégia de classificar a si mesmo como um representatte dos Estados e dos interesses menos favorecidos e lembrou ua origem de menino pobre no interior de Alagoas. Leia mais sobre o discurso de Aldo Rebelo.
O discurso de Arlindo Chinaglia, que obteve 236 votos, foi permeado de respostas aos argumentos de Fruet de que a candidatura petista seria o símbolo da crise. "A página da crise está virada. Quem não tem haver com a crise, não pode ser caracterizado por ela", refutou.
Em sua fala, Chinaglia prometeu aceitar todas as criticas, exceto as injustas e as que atacam a instituição. "Não temos que ter medo e não vamos assistir o ataque injusto ao parlamentar", completou, refutando que este seja um ato de corporativismo. Em tom de ressentimento, o petista afirmou ainda que o noticiário colocou de lado o fato de ter sido militante do PT, acusando-o de dividir a base do governo.
No início do discurso, o petista afirmou que o Parlamento é maior que qualqer um indivudualmente e do que qualaquer partido."Não posso conceber um parlamento acuado que não esteja relacionado ao interesse brasileiro", enfatizou. Leia mais sobre o discurso de Chinaglia.
de Aldo Rebelo, Gustavo Fruet e Arlindo Chinaglia.
A posse dos deputados
A cerimônia de posse aconteceu entre 10h e 11h25. Após fazerem o juramento oficial e tomarem posse de seus mandatos, os novos deputados federais transformaram a Casa em um verdadeiro salão social. Acompanhados de familiares, incluindo crianças, assessores, e cercados pelos jornalistas, os parlamentares aproveitaram para tirar muitas fotografias e cumprimentar o público.
A nova Câmara é composta predominantemente por deputados com graduação superior, entre 30 a 60 anos, experiência política anterior em cargo público, formação em profissões liberais e fonte de renda não-assalariada. Confira o novo perfil socioeconômico dos parlamentares, que poderá alterar o comportamento político e ideológico da Câmara.
Mesa Diretora
No cargo mais disputado da Mesa Diretora da Casa, de primeira secretaria da Casa, foi eleito o deputado Wilson Santiago (PMDB-PB), com 205 votos. O primeiro-secretário é responsável pelos serviços administrativos da Câmara, pelo encaminhamento de requerimentos de informação a ministros e pela ratificação das despesas da Casa.
A primeiro vice-presidente, Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), obteve 419 votos. Para o cargo de 2º vice-presidente, o deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE) obteve 305 votos contra 180 votos do deputado Damião Feliciano (PR-PB). Ciro Nogueira (PR) ficou com a segunda secretaria. Já para a terceira secretaria, a Mesa nomeou Waldemir Moka (PMDB-MS). O deputado José Carlos Machado (PFL-SE) ficou com a 4ª Secretaria.
Os quatro deputados mais votados para as quatro suplências foram: Manato (PDT-ES), com 392 votos; Arnon Bezerra (PTB-CE), com 335 votos; Alexandre Silveira (PPS-MG), com 334 votos; e Deley (PSC-RJ), com 258 votos. A deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG) obteve 248 votos.
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