23/01 - 12:54 - Agência Estado

O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL), ironizou hoje, em seu boletim eletrônico, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), divulgado ontem pelo governo Lula. "Fica difícil na história econômica dos planos econômicos, incluindo o Pacote 51 de dezembro de 1997, encontrar alguma coisa tão pífia para o crescimento econômico quando esse PAC.
É melhor inverter as letras e chamá-lo de PCA - ou Plano do Conselheiro Acácio - aquele que só falava obviedades. Uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa", diz ele.Além da ironia em dizer que o programa do governo Lula deveria se chamar Plano do Conselheiro Acácio - numa alusão ao famoso personagem de Eça de Queirós em O Primo Basílio, símbolo da mediocridade e do falso padrão moral, o prefeito do Rio também inclui no rol dos planos pífios para o crescimento o Pacote 51, adotado pelo governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) logo após a crise asiática. Este pacote previa 51 medidas de ajuste macroeconômico, a maioria de cunho fiscal. No entanto, foram executadas apenas as medidas que previam a elevação de receitas, as que pretendiam conter as despesas fracassaram. Ainda nas críticas, César Maia diz que o PAC propôs medidas de redução de impostos em setores inexistentes, como a TV Digital. E inclui propostas já anunciadas. "Essa gente não lê jornal", alfinetou.
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