Os dois candidatos governistas presenciaram a divulgação do PAC no Palácio do Planalto, e assistiram ao apelo do presidente Lula pela colaboração do Congresso Nacional na apreciação e aperfeiçoamento do programa.
O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia, afirmou que, se eleito, trabalhará pelo entendimento com a oposição para a Casa poder votar rapidamente os projetos de lei e Medidas Provisórias (MPs) com ações de incentivo a investimentos e ao crescimento econômico.
"Creio que os parlamentares da base aliada têm mais responsabilidade na condução das matérias, têm que procurar o diálogo com a oposição", comentou Chinaglia, acrescentando que o Congresso pode sofrer desgastes se for responsabilizado de entravar as discussões do PAC. O candidato petista afirmou ter uma boa impressão do programa, embora não o conheça profundamente. Quanto aos detalhes, é impossível ter a real dimensão agora", alegou.
O senador Ney Suassuna (PMDB-PB), que de manhã participou de uma reunião com o presidente Lula e parlamentares, afirmou que ainda ocorrerá uma reunião na qual ministros e técnicos explicarão o PAC para congressistas.
"Hoje ninguém discutiu nada, é só para ouvir", disse Suassuna. O presidente do PMDB, deputado federal Michel Temer (SP), confirmou: "O presidente Lula se comprometeu a fazer uma reunião com líderes e o Conselho Político (do Planalto) em fevereiro, para discussão da medida com técnicos, e com isso as divergências (ao PAC) deverão ser superadas".
Temer classificou a Reforma Tributária como um dos pontos mais difíceis de serem aprovados, devido às divergências entre governos federal, estaduais, municípios e entre partidos e posições individuais de parlamentares.
O vice-líder do governo na Câmara Beto Albuquerque (PSB-RS) defendeu um clima de entendimento na base aliada logo após a eleição da Presidência da Casa, no dia 1 de fevereiro. "A disputa tem que ser feita em alto nível porque temos de estar juntos para aprovar essas medidas", argumentou Albuquerque.
O vice-líder encarou como naturais críticas de alguns empresários e governadores ao PAC, mas ressaltou que a discussão de detalhes do programa não devem se transformar em uma batalha que atrase a aprovação das medidas.
O presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), foi evasivo quanto às possibilidades de tramitação rápida dos projetos do PAC. "Se houver uma combinação política da coalizão (base aliada) e não houver exclusão da oposição, que é parte importante do Congresso, será possível apreciar com a rapidez que a sociedade cobra", afirmou.
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