12/01 - 18:15, atualizada às 15:53 07/11 - Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - Um acidente nas obras da Estação Pinheiros do metrô de São Paulo, nesta sexta-feira, provocou desabamento em um buraco ao lado de umas das principais vias de acesso da capital paulista, e vários caminhões tombaram no local.
Funcionários estariam trabalhando nas obras da linha 4 do Metrô --na altura do número 7.500 da avenida das Nações Unidas-- no momento do acidente.
O coronel da Polícia Militar Izaul Segalla informou que ainda não há informações sobre vítimas e que o motivo do acidente será investigado.
Mais cedo, a TV Globo informou que haveria três feridos. O vice-presidente da empresa Transcooper, Paulo Roberto dos Santos, disse que o buraco engoliu um microônibus com até oito pessoas, que passava pelo local.
O Corpo de Bombeiros, no entanto, também não confirma a existência de vítimas. 'Como está em perigo de novos desabamentos, ainda não estão fazendo buscas por vítimas. Isso ainda vai demorar', explicou a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros.
Segundo Segalla, o buraco aberto para as obras da estação tinha 30 metros de profundidade e 80 metros de diâmetro. Um guindaste à beira do local é a principal preocupação das autoridades.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL), que está no local, disse que a Marginal do Rio Pinheiros foi totalmente interditada no sentido Castelo Branco.
PRÉDIOS ESVAZIADOS
As ruas da região foram fechadas, a energia elétrica foi cortada na área do acidente, e o prédio da Editora Abril chegou a ser esvaziado. Mas os funcionários já foram liberados para retornar ao edifício.
Colaboradores da editora, que estavam no local, comentaram como foi o acidente.
'Eu vi dois caminhões-caçamba caindo no buraco. Parece que derrubaram as fundações do túnel do metrô. Foi um barulho parecido com o de uma explosão forte', contou à Reuters Milton Rodrigues, webmaster de um dos sites da Abril. Ele afirmou que viu do 17o andar do edifício a queda dos caminhões.
Outro funcionário da editora comentou que a rua ao lado da Abril 'parece torta' e as pessoas temem que possa afundar.
Segundo Raquel Hoshino, de 30 anos, webmaster de uma das revistas da Abril, 'a impressão é que o guindaste deixou cair alguma coisa dentro do buraco do metrô'.
'Foi um barulho muito forte. Muitas pessoas entraram em pânico', disse ela por telefone. 'Estão dizendo que o prédio não foi abalado e estão autorizando as pessoas a voltar ao edifício.'
Outro edifício próximo ao local também foi esvaziado.
Segundo o zelador do Edifício Passarelli, Carlos Ribeiro Santana, parte do estacionamento do edifício foi atingida pelo buraco. O prédio abriga cerca de 16 empresas.
(Com reportagem adicional de Silvio Cascione, Sérgio Spagnuolo; Alberto Alerigi Jr. e Carolina Schwartz)
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