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PMDB decide apoiar Chinaglia à presidência da Câmara

09/01 - 18:11, atualizada às 20:45 09/01 - Redação com agências

SÃO PAULO - O PMDB por maioria dos votos (46 a 11) decidiu nesta terça-feira pelo apoio à candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP). Antes do final da votação entre os deputados do partido, já ficava claro que a tendência seria pelo apoio ao petista. Segundo os primeiros peemedebistas que sairam da reunião, Chinaglia seria o escolhido. 'Vai dar Arlindo por ampla maioria', afirmou o governador Luis Henrique (SC).

Ao anunciar a decisão, o presidente do partido, Michel Temer, fez um discurso em favor da unidade do PMDB mesmo sem um candidato próprio.

"A bancada por significativa maioria havia optado por acolher a proposta feita pelo PT que reconhece o direito do PMDB de ocupar a primeira posição (presidência da Câmara), mas em face da proposta de Arlindo Chinaglia preferiu um acordo político. Neste primeiro biênio o PMDB apóia a candidatura de Arlindo Chinaglia certo de que no segundo biênio a posição é de apoiar o PMDB. Outro acerto da votação é que decisão seja acolhida por todo o PMDB embora alguns tenham optado pelo nome do presidente Aldo ou por nenhum dos candidatos", disse Temer.

O presidente do PMDB reconheceu, no entanto, que como a votação para a escolha do presidente será secreta, nada impede que muitos deputados do partido não votem com Chinaglia no dia 1º de fevereiro: "isso é impossível dizer porque o voto é secreto. Não temos como punir quem vai contra o partido", disse Temer ressaltando a importância da simbologia da decisão do PMDB, que é a "unidade de ação".

Só a primeira batalha

Após o anúncio da decisão, Arlindo Chinaglia agradeceu o apoio do PMDB e disse estar "fortalecido" na disputa.

"É um passo muito importante para minha candidatura. É uma grande honra ter merecido a confiança da bancada do PMDB. Me sinto bem mais fortalecido, não só pelo peso numérico, mas também por seu peso político", comentou o petista.

Chinaglia evitou comentar se a decisão do PMDB ajudava o presidente Lula a pedir a retirada da candidatura de Aldo Rebelo e procurou demonstrar humildade ao dizer que ainda tem muito trabalho pela frente para conquistar votos de outros partidos e principalmente da oposição "eu seria presunçoso se dissesse que tenho maioria na Casa mas meu otimismo aumentou um pouquinho".

O deputado aprovietou para negar que o PSDB esteja fechado com Aldo Rebelo: "não é verdade que o PSDB tenha posição em favor de qualquer candidatura, nem mesmo a minha. Essa decisão do PMDB vai ter forte impacto no PSDB, porque (o partido) tem dito que se orienta pelo respeito à proporcionalidade (a maior bancada ocupa o maior cargo). Avalio que vamos trabalhar com o PSDB numa nova situação".

Favoritismo

'Vai dar Chinaglia na razão de 3 para 1', apostava o deputado Mendes Ribeiro (RS), fazendo previsão do resultado da votação.

Para Mendes Ribeiro, o favoritismo de Chinaglia se explica pela proposta do PT de oferecer ao PMDB apoio para que assuma a presidência da Câmara a partir de 2009.

'Temos o compromisso do PT. O PMDB só não terá apresidência da Casa se for traído pelo PT', afirmou o deputadogaúcho.

Escaldados na tradicional divisão do partido, ospeemedebistas decidiram em votação que a minoria teria queacompanhar a decisão da maioria sobre o candidato à presidênciada Câmara.

(Por Rodrigo Ledo - Último Segundo / Santafé Idéias)





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