04/01 - 04:27, atualizada às 15:34 04/01 - Redação com agências
SÃO PAULO – Após permanecer mais de 37 horas sob a mira da arma do ex-marido, Carla Joelma Alencar Viana, de 33 anos, conseguiu fugir por volta das 4 horas desta quinta-feira.
A vítima notou que o seqüestrador estava dormindo e aproveitou para fugir por uma das janelas da casa em que ela era mantida como refém desde as 15h30 da última terça-feira. Carla recebeu atendimento médico e foi encaminhada para o distrito policial.
Cerca de uma hora depois da fuga, o presidiário Edson Félix dos Santos, de 34 anos, se entregou para os policiais e foi conduzido para a Delagacia de Homicídios de Osasco, onde prestou depoimento.
O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) iniciou na tarde de terça-feira o cerco à casa localizada na Avenida Marechal Edgar de Oliveira, no bairro de Quitaúna, em Osasco, Grande São Paulo. Uma das primeiras medidas adotadas pelos policiais foi cortar o fornecimento de luz e água da residência, para levar o criminoso à exaustão.
Durante toda a negociação, Edson não fez reivindicações e chegou a afirmar que iria se matar, caso a polícia invadisse o local. Segundo os negociadores, o seqüestrador, que é um preso indultado, não queria voltar para a prisão, onde cumpre pena de 15 anos por assalto à mão aramada.
Pela legislação, todo preso que tenha bom comportamento e esteja cumprindo pena em regime semi-aberto tem direito à saída temporária cinco vezes ao ano.
Carla, segundo familiares, trabalha em uma agência da Caixa Econômica Federal e se encontra em licença médica. Seus parentes receberam telefonemas dela na manhã de terça-feira. Ela estaria preocupada por ter visto Félix, de quem se separou há cerca de dois anos, rondando as proximidades de sua casa. O principal motivo da preocupação é que em uma briga anterior o criminoso teria disparado contra a mãe de Carla, sem conseguir atingi-la. Desde a separação, ele estaria ameaçando de morte a ex-mulher e seus filhos.
Outros casos
Em 28 de outubro de 2006, Gilberto Gomes de Lima, 42, manteve reféns sua esposa Gilvanete da Silva Lima e a amante Andréia Pereira Santana. O crime aconteceu em uma oficina na região de Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. A amante estava grávida de Gilberto e chegou à oficina com o objetivo de contar para a esposa que esperava um bebê de seu marido. Após prender as duas, por algumas horas, Gilberto matou sua amante e depois se suicidou. A esposa foi liberada sem ferimentos.
Em 11 de novembro de 2006, o camelô André Luiz Ribeiro da Silva, 35, seqüestrou o ônibus 499, na Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu, e manteve sua ex-mulher Cristina Ribeiro, 36, e outros 55 passageiros reféns por se sentir traído. André teve sua liberdade provisória suspensa pelo desembargador Carlos Santos de Oliveira, do Tribunal do Rio de Janeiro, na semana passada, e ficará preso até o final do julgamento do recurso.
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