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Rio: Criminosos atacam mais um ônibus; líderes de facções são isolados

29/12 - 06:58, atualizada às 23:48 29/12 - Redação com agências

Mais um ônibus foi incendiado na noite desta sexta-feira por criminosos. O veículo da Viação Glória foi cercado por homens armados, próximo a estrada Abílio Augusto Távora, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Não há informações sobre vítimas.

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Dentre as medidas tomadas nesta sexta-feira, pela Secretaria de Administração Penitenciária, está o isolamento de seis chefes de duas facções criminosas, suspeitos de planejar os ataques, em Bangu I.

A decisão, tomada pela Secretaria de Administração Penitenciária, inclui o distanciamento de Marcinho VP, Elias Maluco e Isaias do Borel.

Com o objetivo de evitar novos tumultos, além de prender traficantes e apreender drogas, policiais militares cercaram a base de 23 favelas no Rio. Diversos confrontos resultaram na morte de pelo menos cinco pessoas acusadas de terem ligação com os ataques no Rio de Janeiro.

Todo o efetivo policial foi colocado em sobreaviso e o patrulhamento das ruas aumentado, inclusive com a participação de policiais civis. Os ataques, que acontecem desde o final da noite de quarta-feira (27), já deixaram 18 mortos e 23 feridos.

Um policial foi assassinado na noite de quinta-feira, mas a Polícia Militar não relaciona esse crime com os supostos ataques do crime organizado. Segundo as primeiras informações, o cabo PM Alexandre Conceição dos Reis, lotado no batalhão do Méier, estava de folga e teve seu veículo cercado por assaltantes, na esquina das ruas Dois de Fevereiro e Ana Leonídia, em Engenho de Dentro. Ele teria reagido ao assalto e foi baleado no tiroteio. Morreu ao ser socorrido ao Hospital Salgado Filho.

Se a morte do PM foi considerada um crime isolado, o ataque a um posto policial do Batalhão de Policiamento de Vias Especiais, na Linha Vermelha, próximo da entrada da Ilha do Governador, foi provavelmente uma ação de facção criminosa. Suspeitos ocupando um Honda Civic e um Monza, dispararam contra a base e fugiram em direção à favela Vila dos Pinheiros. Nenhum policial foi atingido. Logo depois, aconteceu um novo ataque a base da PM, na Linha Amarela, pouco antes do acesso à Av. Brasil, sem que os criminosos atingissem os PMs de plantão no local.

Em Niterói, no bairro do Cantagalo, um ônibus da Viação Pendotiba foi incendiado, próximo ao Largo da Batalha. Os passageiros conseguiram descer a tempo e ninguém foi ferido.

Por conta dessa onda de ataques, as 48 empresas de ônibus do Rio retiraram seus coletivos de circulação durante a noite e madrugada.

A polícia foi alertada de que um caminhão baú azul, do tipo utilizado para mudanças, estaria levando suspeitos da Vila Cruzeiro, em Olaria, pela Av. Brasil para realizar ataques na região central da cidade. Havia informações também de que o caminhão era escoltado por um EcoSport e um Corola. Um outro comboio de criminosos teria partido do Morro da Mangueira em direção à Tijuca, na zona norte. Nenhum dos dois comboios foi localizado e não houve confrontos com as guarnições policiais que patrulhavam essas regiões.

Durante a madrugada, um motociclista disparou contra um posto policial na Av. Kennedy, em Duque de Caxias e, em seguida, atirou também contra o prédio do Centro Cultural Oscar Niemeyer daquele município. Houve perseguição e a motocicleta Honda CG 125 de placa KZY-3396 foi abandonada, com a chave no contato, na entrada da favela Mangueirinha, no Bairro Centenário, no mesmo município.

De acordo com a TV Globo, a Biblioteca Governador Leonel Brizola foi atingida com cerca de 13 tiros.

Posteriormente, o proprietário, um motorista de ônibus, compareceu à delegacia da cidade, afirmando que havia emprestado a moto a um rapaz conhecido por Michelzinho, que seria traficante. A polícia não descarta a hipótese de que o próprio dono da moto possa estar envolvido nos ataques, mas ele não foi indiciado. As informações são da "Agência Estado".

Segundo o Jornal Hoje, o menino de seis anos que foi salvo por sua mãe em um dos ataques dessa quinta-feira recebeu alta do hospital onde estava internado. Um tiro o atingiu de raspão na cabeça. Sua mãe, uma vendedora ambulante, morreu no local.

À tarde, policiais renderam um grupo de quatro pessoas que tentavam assaltar um ônibus na divisa em Belford Roxo e São João, na região metropolitana do Rio. Um revólver 38 foi apreendido. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o ocorrido não tem relação com a recente onda de ataques que atingiu o Estado.

Sangue frio

O prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), mandou um recado ao novo governador, Sérgio Cabral (PMDB), em relação a situação de violência que assola o Estado. Para o pefelista, o novo governo terá que ter sangue frio para combater a violência.

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