16º Mix Brasil traz mais de 200 filmes a São Paulo

SÃO PAULO ¿ O 16º Festival Mix Brasil apresenta a partir de hoje e até o dia 23, em São Paulo, uma seleção de mais de 200 filmes ligados ao tema da diversidade sexual, espalhados por locais como o CineSesc, MAM, MIS, Centro da Cultura Judaica e Espaço Unibanco de Cinema. São filmes de todos os gêneros (drama, documentário, terror, comédia, pornô) com o que há de mais instigante no circuito internacional de festivais GLBT.

Redação com Agência Estado |

"Há um padrão, entre aspas respeitável, da cultura gay, que virou um nicho de mercado, aceito pelo mercado de cinema", explica a organizadora do Mix, Suzy Capó. "O que nós procuramos, todos os anos, é mostrar visões alternativas da cultura gay, que não podem ser esquecidas. Senão, não faz sentido promover um festival da diversidade."

Alguns exemplos dessa diversidade da diversidade estão na seção Mundo Mix que, todos os anos, apresenta filmes de uma geografia específica. Neste ano, o festival traz dez longas e quatro curtas-metragens de Israel. Logo na abertura, será apresentado "Antártica", vencedor do Queer Lion em Veneza, com a presença do diretor, Yair Hochner, também diretor do Festival Internacional de Cinema GLBT de Tel-Aviv. O diretor mostra também "Fucking Different Tel-Aviv". Há ainda "Japan Japan", de Lior Shamriz, que, construído a partir da improvisação de cenas pré-escritas, apresenta a história de um rapaz de 19 anos que vive na capital israelense, mas sonha morar no Japão.

Neste ano, a organização do festival comemora recorde na seleção de produções brasileiras. São 52 filmes vindos de todo País, 20 deles na mostra competitiva de curtas. "O mais impressionante não são os números em participação, mas a qualidade", observa Suzy. "Dá para perceber que houve um crescimento, que as pessoas dominam a linguagem. É um reflexo do espaço que se criou dentro do mercado cinematográfico para obras dessa temática da diversidade sexual. Agora existe um mercado para isso."

No programa Panorama Brasil deste ano, que faz um apanhado dos longas que tiveram destaque em festivais internacionais, está "Otto, ou Viva a Gente Morta" novo filme do diretor pornô punk canadense Bruce LaBruce, lançado no Festival de Sundance neste ano. Aventura bizarra, conta a história de um morto-vivo gay, Otto, que, sem memória, levanta da tumba para perambular pelas ruas de Berlim. Ele terá um encontro devastador com uma cineasta indie que, ansiosa por uma experiência visceral, resolve contar a história do amigo zumbi.

Documentários de todo o mundo

No Panorama Internacional, destaque para a seleção de documentários. Entre eles está "Combinação Selvagem: um Retrato de Arthur Russell", sobre o músico Arthur Russell, pioneiro da cena disco e integrante da primeira geração de artistas que se apresentaram no centro cultural The Kitchen, reduto de experimentações em Nova York. Vencedor dos Teddy Award de público e júri no Festival de Berlim, "Pelada com Véu", de David Assmann e Ayat Najaf, acompanha um time alemão de futebol feminino amador que decide disputar a primeira partida de futebol feminino no Irã.

No MAM, coincidindo com a Bienal de São Paulo, será exibida uma programação composta por vídeos históricos e contemporâneos selecionados por curadores internacionais, como Stuart Comer, do britânico Tate Modern. Entre as atrações está "I-Be Area", de Ryan Trecartin, artista multimídia que foi o mais jovem integrante da Bienal do Whitney Museum, e um programa especial de Dora Longo Bahia, que tem obras expostas na Bienal no Ibirapuera.

Após a etapa paulista, os filmes serão exibidos em Belo Horizonte, de 8 a 14 de dezembro. A programação completa está disponível no site oficial do festival.

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