Bispos brasileiros admitem que Igreja passa por momentos de "amargura"

Brasília, 4 mai (EFE).- O núncio apostólico do Brasil, Lorenzo Baldisseri, inaugurou hoje a Assembleia Geral da Confederação de Bispos com uma missa na qual admitiu a "amargura" da Igreja Católica devido aos escândalos sexuais denunciados em vários países.

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Brasília, 4 mai (EFE).- O núncio apostólico do Brasil, Lorenzo Baldisseri, inaugurou hoje a Assembleia Geral da Confederação de Bispos com uma missa na qual admitiu a "amargura" da Igreja Católica devido aos escândalos sexuais denunciados em vários países. "A Igreja atravessa um momento de profunda tristeza e amargura" e "aparece fustigada nos jornais e outros meios de comunicação, exposta pelas debilidades de alguns de seus membros", disse Baldisseri. O religioso afirmou que os culpados dos escândalos denunciados em diversos países, incluindo o Brasil, são "responsáveis de pecados e crimes gravíssimos que serão julgados perante Deus e os tribunais", e afirmou que, para a Igreja, este "é um tempo de purificação e de penitência". Também defendeu que "esta onda tempestuosa passará e a santidade da Igreja permanece intacta, porque é santa por Jesus Cristo", assim como o são os "inumeráveis homens e mulheres venerados nos altares por imensas multidões de cristãos que vivem suas próprias vidas na fé". A Assembleia Geral da Conferência Nacional de Bispos do Brasil será encerrada no próximo dia 13 e se focará no papel da Igreja, na reforma agrária no país e nos escândalos em que se viram implicados sacerdotes acusados de pedofilia. Em relação a esse último assunto, o arcebispo do Porto Alegre, Dadeus Grings, afirmou hoje que "a pedofilia é um crime, assim como o aborto é um crime", porque afeta "as crianças que precisam ser preservadas" e "cuja inocência é o futuro". Grings acrescentou que "os erros cometidos" por sacerdotes provam que "a Igreja não é perfeita", mas também que "não se omite" de suas responsabilidades perante a sociedade. "O gesto da Igreja ao pedir perdão ensina a todos os que se envolvem em algum crime que também devem pedir perdão", declarou o arcebispo do Porto Alegre. O último escândalo de suposta pedofilia na Igreja Católica brasileira aconteceu há 15 dias, quando três sacerdotes foram suspensos de suas funções religiosas após terem sido acusados de abusos sexuais contra vários menores na cidade de Arapiraca, no nordeste do país. EFE ed/pb

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