05/07/2009 - 22:11, atualizada às 22:29 05/07 - BBC Brasil
O avião do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, foi impedido de pousar no aeroporto de Tegucigalpa neste domingo e precisou fazer uma parada rápida na capital da Nicarágua, Manágua. A aeronave deve se dirigir a El Salvador onde Zelaya se encontrará com outros líderes de países da América Latina que estão naquele país.
Por telefone, dentro do avião, Zelaya afirmou que os soldados leais ao governo interino bloquearam a pista de pouso e o alertaram que poderiam atacar o avião caso a aeronave tentasse pousar.
Zelaya enviou uma mensagem ao comandante do Exército hondurenho, general Romeo Vazquez.
"General, não destrua seu próprio povo e sua própria família. Nos ajude a tentar convencê-los (os responsáveis pela deposição do presidente) a reconsiderarem suas ações. O povo está nas ruas e eles não podem governar."
"Eles (os que depuseram o presidente) foram rejeitados por todos os países do mundo. Pare seus soldados, general, peço isso a você com todo meu amor como um cidadão hondurenho e como seu amigo. Pare o massacre em nome de Deus", pediu Zelaya.
| AP |
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| Manifestante é morto em confronto |
| AP |
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| Simpatizantes de Zelaya protestam |
Em compasso de espera, a capital hondurenha viveu um fim de semana tenso.
No sábado, milhares de manifestantes favoráveis ao presidente afastado marcharam desde o centro da cidade até a região do aeroporto de Toncontin, carregando cartazes e faixas em defesa de Zelaya.
Do outro lado, manifestações contra Zelaya o comparavam ao presidente venezuelano, Hugo Chávez. O presidente afastado de Honduras estava sendo criticado porque pretendia realizar uma consulta popular para reformar a Constituição e, assim, abrir caminho para uma possível nova candidatura "à la Chávez", na visão de seus críticos.
O presidente deposto havia conclamado seus correligionários a ir às ruas recebê-lo, mas ressaltara que o fizessem "desarmados".
O cardeal Óscar Rodriguez, líder da Igreja Católica hondurenha, havia pedido, em um pronunciamento feito à TV no sábado, que o presidente afastado não regressasse a Honduras, uma vez que isso poderia causar um "banho de sangue".
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