A Suprema Corte de Honduras decidiu, nesta sexta-feira, que não irá aceitar o retorno ao país do presidente eleito hondurenho, Manuel Zelaya. A decisão se deu após um encontro entre representantes da Suprema Corte do país e o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, em Tegucigalpa.
O secretário-geral da OEA chegou a Honduras nesta sexta-feira a bordo de um avião da Força Aérea Brasileira.
Sua presença no país se deu como uma forma de tentar destravar o impasse que se instaurou em Honduras desde a deposição de Zelaya por um grupo de militares, no último domingo.
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José Miguel Insulza, secretário-geral da OEA, concede entrevista em Tegucigalpa |
Decisão
Ao final da reunião, José Danilo Izaguirrre, porta-voz do presidente da Suprema Corte, deu detalhes sobre o encontro.
De acordo com ele, logo no início da reunião, Insulza afirmou que queria a restituição do presidente Zelaya ao cargo, mas o presidente da Suprema Corte hondurenha, Jorge Alberto Rivera, teria dito, de forma muito taxativa, que há uma ordem de prisão contra Zelaya e que a decisão está tomada.
Insulza teria então ameaçado com a suspensão de Honduras da OEA, já no início da semana que vem.
De acordo com o porta-voz, o presidente da Suprema Corte teria respondido: "Façam como quiserem, a decisão está tomada. Com a lei hondurenha não se pode jogar".
Em uma declaração que ressaltou ser pessoal, o porta-voz da Suprema Corte hondurenha ainda afirmou "que ele (Insulza) não é a autoridade deste país".
A reunião entre Insulza e Jorge Alberto Rivera contou ainda com a presença de dois outros ministros da Suprema Corte hondurenha.
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