23/06/2009 - 18:46, atualizada às 19:28 23/06 - BBC Brasil
Contra a maré das críticas contra a "vuvuzela", a corneta usada pela torcida sul-africana em estádios de futebol, o técnico da África do Sul, o brasileiro Joel Santana, defendeu o seu uso. "Não incomoda, é a cultura. Cada povo se comporta de uma maneira. Vão se incomodar com uma cornetinha? Deixa tocar... É bonito, é legal", disse ele à BBC Brasil, nesta terça-feira.
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| Joel Santana durante o jogo entre África do Sul e Iraque |
Desde o início da Copa das Confederações, vêm se avolumando as críticas contra a vuvuzela, considerada irritante por vários estrangeiros que assistem aos jogos na África do Sul. Santana diz acreditar que as críticas ocorrem porque "o europeu é cheio de disse-me-disse, fica logo incomodadinho". "E tem uma pequeninha que é pior ainda", lembra. "Eu incentivo."
Para o jogo contra o Brasil, nesta quinta-feira, em Johanesburgo, o treinador carioca deu um conselho para os que se incomodam com o som das vuvuzelas. "Podem preparar o algodão para os ouvidos", disse.
África do Sul x Brasil
Santana diz esperar um grande jogo contra o time de Dunga, partida que vale vaga na final da competição. "Deve ser uma partida altamente técnica, harmoniosa. O Bafana Bafana (apelido da seleção sul-africana) está surpreendendo com a maneira de jogar, tentando enfrentar todos de igual para igual, jogar bonito", disse.
"Nosso objetivo nesse jogo é ganhar experiência contra uma seleção de Kaká, Robinho e outros grandes nomes." "Pra nós vai ser bom e acho que temos condições de fazer um grande jogo, onde vamos tentar suportar a pressão brasileira. Sem medo." "Espero que a Bafana Bafana faça uma grande atuação para ficar marcada também junto ao povo brasileiro, para quando o Brasil não estiver jogando, eles possam torcer um pouco também para nós."
Vida na África
Há 13 meses no cargo, Joel se diz feliz com a vida que leva em Johanesburgo. "Tenho o maior respeito por esse país, que me acolheu, deu a mão e trata bem", diz ele. "Nosso povo gosta de futebol, acredita na seleção, que estava desacreditada quando assumi." Longe da mulher, que mora no Brasil, e da filha, que estuda em Londres, Santana diz que não sai muito de casa. Ele mora perto de um shopping center onde costuma passear. E diz que não se preocupa com a violência, apesar de a África do Sul ter índices de criminalidade considerados bastante altos. "A questão da segurança não preocupa porque aqui sou conhecido por todo mundo", diz.
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