02/02 - 07:53 - BBC Brasil
Uma britânica obteve o direito de engravidar usando espermatozóides do marido morto, mesmo sem ele ter assinado uma autorização para isso, informou a imprensa da Grã-Bretanha.
A decisão, da Autoridade de Fertilização e Embriologia Humana (HFEA, na sigla em inglês), é inédita no país, onde é ilegal colher amostras de esperma sem autorização por escrito do doador.
A mulher, de 42 anos, cujo nome não foi divulgado, havia conseguido que médicos colhessem espermatozóides do marido horas depois da morte dele, em uma cirurgia de rotina, em 2007.
Na época, um juiz autorizou a retirada das amostras porque o casal havia procurado um especialista, uma semana antes da morte do marido, para pedir conselhos sobre fertilidade, segundo informações do jornal The Times.
Por causa da autorização concedida pelo juiz, a HFEA resolveu, mais de um ano depois, abrir uma exceção e permitir que a mulher use os espermatozóides.
Mas a mulher terá que fazer a inseminação em outro país - ela optou pelos Estados Unidos -, já que continua sendo ilegal usar esperma colhido sem autorização por escrito na Grã-Bretanha.
O caso fez com que a HFEA revisse seus procedimentos.
Segundo a imprensa, a partir de agora as autorizações assinadas por casais para o uso de óvulos e espermatozóides em tratamentos de fertilidade vão perguntar, especificamente, se os homens concordam que espermatozóides sejam retirados ou usados após sua morte.
O advogado da viúva, David Josiah-Lake, disse que sua cliente está "extremamente satisfeita".
"Ela está muito feliz. Ela agora espera que o tratamento funcione, e que ela consiga dar um irmão ou irmã para sua outra filha", disse ele.
"Nós estávamos lutando havia mais de um ano para convencer a HFEA a tomar esta decisão e acredito que foi graças à perseverança de minha cliente que ela chegou tão longe. Ela é muito forte e muito corajosa."
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