10/10 - 23:45 - BBC Brasil
A candidata à vice-presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, Sarah Palin, cometeu abuso de poder como governadora do Alasca, segundo um relatório divulgado pelo legislativo do Estado nesta sexta-feira. Palin, que é vice na chapa do senador John McCain, é acusada de demitir o comissário de segurança pública do Estado, Walter Monegan, em julho, por ele ter se recusado a demitir o policial Mike Wooton, que se divorciou da irmã da governadora. O divórcio envolveu uma disputa sobre a custódia de um filho do casal.
Palin nega as acusações, que seus correligionários classificam como eleitoreiras. Ela alega ter demitido Walter Monegan por causa de uma discussão sobre orçamento e por insubordinação.
O veredicto pode ser mais um golpe na campanha do Partido Republicano para eleições para a Casa Branca no próximo dia 4 de vovembro.
Código de Ética
Segundo a investigação do legislativo do Alasca, o problema familiar não foi o único motivo para a demissão de Monegan, mas contribuiu para ela.
A investigação concluiu que Palin violou o Código de Ética do Estado, que proíbe que funcionários públicos usem seu poder para benefícios pessoais.
"Conclui-se que a governadora Sarah Palin abusou de seu poder violando o Código de Ética do Executivo", afirma o investigador Steve Branchflower no relatório.
O advogado da governadora, Thomas Van Flein, afirmou que o relatório não foi conclusivo. "Para ter violado a ética, teria de haver algum ganho pessoal, o que não foi identificado no relatório" disse.
As investigações começaram antes que McCain escolhesse Palin como vice em sua chapa.
Na quinta-feira, a Suprema Corte do Estado rejeitou uma tentativa de políticos republicanos de suspender o inquérito. Eles afirmavam que a investigação havia sido motivada por disputas políticas.
Depois da divulgação do relatório, a campanha de McCain divulgou uma nota afirmando que a investigação mostra que Palin agiu " de modo próprio e dentro da lei"
Investigação
A Assembléia Legislativa do Estado do Alasca contratou um ex-promotor para investigar o caso.
Entre as testemunhas no inquérito estavam vários funcionários ligados ao escritório da governadora, assim como o marido dela, Todd, mas não a própria Palin.
Sarah e Todd alegam que o policial Mike Wooton ameaçou integrantes da família Palin.

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