iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Piratas da Somália trocam tiros à bordo de navio seqüestrado

30/09 - 10:09 - BBC Brasil

Piratas somalis à bordo de um navio seqüestrado na costa do país trocaram tiros em uma disputa sobre o que fazer com a carga de tanques e armas do barco. Os piratas seqüestraram o navio ucraniano, Faina, na semana passada, e exigiram um resgate de US$ 20 milhões.

Um porta-voz do Programa de Assistência a Navegantes da África Oriental, Andrew Mwangura, que está monitorando a situação, disse que três piratas morreram nos choques entre duas facções rivais.

Mwangura disse que os radicais à bordo querem manter a carga de 33 tanques e outras armas na Somália e os moderados preferem manter a exigência de um resgate. A maior preocupação da organização que acompanha os eventos é com a segurança da tripulação.


Barcos piratas são vistos ao redor de navio ucraniano / Reuters

A embarcação está cercada por navios de guerra internacionais, determinados a impedir que a carga militar "caia nas mãos erradas". A Marinha dos Estados Unidos disse que tem embarcações a uma distância de 16 quilômetros do Faina.

Segundo Mwangura, os piratas estão se sentindo pressionados e a tensão aumenta. "Nós estamos pedindo à comunidade internacional e aos negociadores na área que recuem", afirmou.

Mais cedo, os piratas haviam dito que preferiam lutar a se render. "Eu alerto contra qualquer operação militar. Se nós formos atacados, nós vamos nos defender até a morte", disse um dos seqüestradores à BBC.

Um dos 21 tripulantes do navio morreu em conseqüência de uma doença.

Destino

O Faina está ancorado na costa somali, perto da cidade de Hoboyo. Há notícias desencontradas sobre para onde a sua carga seria levada. O Quênia insiste que ela era destinada a suas Forças Armadas.

Mas outras fontes, inclusive um porta-voz da Marinha dos Estados Unidos, disseram que a carga era para o governo autônomo do Sul do Sudão, numa possível violação de um acordo de paz.

A Somália está sem um governo operante há 17 anos e sofre contínuos distúrbios. Clãs rivais e grupos armados lutam pelo poder.

As águas na costa são consideradas das mais perigosas do mundo - piratas seqüestraram quase 30 embarcações este ano e atacaram várias outras.

Até navios que transportam alimentos são alvo, o que vem dificultando o envio de suprimentos em caráter humanitário para até 3 milhões de somalis que necessitam de assistência.

Um porta-voz do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas disse que a agência fornece 90% da ajuda à Somália por mar e que seqüestros estão aumentando apesar do número de embarcações que patrulham as rotas marítimas.

Leia mais sobre piratas na Somália







US Multimídia


Publicidade


Enquete