Pelo menos 21 pessoas ficaram feridas na Bolívia em confrontos entre policiais, deficientes e membros da oposição ao governo do presidente Evo Morales no departamento (Estado) de Santa Cruz. A violência levou o comandante da Polícia de Santa Cruz, Wilge Obleas, a pedir afastamento do cargo.
Os deficientes têm realizado protestos para cobrar do governo o pagamento de uma bonificação anual de três mil pesos bolivianos (cerca de US$ 420).
Outros membros da oposição têm reivindicações diferentes e também vêm fazendo protestos na Bolívia.
Referendo e greve
A nova onda de tensão ocorreu após a realização de um referendo revogatório em que o presidente da Bolívia, Evo Morales, recebeu suficiente apoio popular para se manter no poder.
Neste sábado, a Corte Nacional Eleitoral da Bolívia confirmou a vitória confortável de Morales no referendo, realizado no domingo passado.
A Corte informou que, apuradas 99,99% das urnas, Morales recebeu o apoio de 67,41% dos eleitores.
Nesta terça-feira, dia 19, a oposição a Morales promete realizar uma greve geral em cinco departamentos para exigir que o governo central volte atrás na decisão de diminuir os repasses das verbas obtidas com a exploração de recursos naturais.
O governo central diz que diminuiu os repasses aos departamentos para pagar um bônus mensal aos idosos do país.
Na semana passada, Morales e os prefeitos (governadores) dos cinco departamentos dominados pela oposição (Chuquisaca, Beni, Pando, Tarija e Santa Cruz) fracassaram na tentativa de chegar a acordo para acabar com os protestos, na primeira reunião entre eles desde a realização do plebiscito.