02/07 - 18:37, atualizada às 14:42 03/07 - BBC Brasil
O filho da ex-candidata presidencial da Colômbia Ingrid Betancourt, Lorenzo Delloye, disse sentir uma "alegria indescritível" com a notícia da libertação da mãe, anunciada pelo governo colombiano nesta quarta-feira. "É uma alegria imensa, uma alegria indescritível, não posso acreditar", afirmou, de Paris, ao canal de TV colombiano RCN.
"Espero mais informação, espero que seja verdade de todo coração", acrescentou Lorenzo.
O ministro de Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou nesta quarta-feira que o Exército do país resgatou Betancourt, que era mantida como refém havia seis anos pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
| AFP |
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Em nota, a Anistia Internacional se referiu à libertação de Betancourt como "notícia positiva", mas lembrou a situação dos outros reféns - cerca de 700, segundo estimativas - mantidos pelas Farc.
"É uma notícia positiva mas nós não devemos esquecer das outras centenas que continuam detidos na Colômbia. Nós exortamos as Farc a libertá-los de forma imediata e incondicional", diz a nota.
Ingrid Betancourt foi seqüestrada em 2002 quando concorria à Presidência da Colômbia.
Com nacionalidades colombiana e francesa, ela era a refém mais importante da guerrilha e compunha ao lado de outras 38 pessoas o grupo de reféns considerados passíveis de troca em um acordo humanitário entre governo e guerrilheiros.
Nos mais de seis anos em que ficou no cativeiro, Betancourt enviou cartas dramáticas à mãe, Yolanda Pulecio, dizendo que o que a mantinha viva na selva era a "esperança" de poder voltar a ver os filhos - Lorenzo e Melanie..
Eles eram pré-adolescentes quando a mãe foi seqüestrada e agora estão na universidade. Para estimulá-la, os dois lhe enviavam mensagens em um conhecido programa de rádio colombiano, através do qual familiares mandam mensagens aos reféns.
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