A marca de luxo francesa Christian Dior retirou a imagem de Sharon Stone de suas propagandas na China depois dos comentários da atriz sobre o terremoto em Sichuan. A atriz, de 50 anos, falou durante o festival de Cannes que o terremoto que matou cerca de 68 mil pessoas há duas semanas foi conseqüência do "karma desfavorável", devido à forma que o governo chinês tratou a questão do Tibete.
Os comentários da atriz na semana passada geraram uma onda de críticas na China, com editoriais em jornais do país e cinemas proibindo a exibição dos filmes de Stone.
Depois da polêmica, a marca Christian Dior decidiu remover a imagem da atriz de todas as suas propagandas na China, devido à rejeição dos consumidores chineses.
A companhia francesa afirma que lamenta muito os comentários feitos por Stone.
A própria atriz americana já pediu desculpas pelos comentários e acrescentou que está disposta a participar das operações de ajuda às vítimas do terremoto na província de Sichuan.
'Karma'
Os comentários polêmicos de Sharon Stone foram feitos em uma entrevista a uma equipe de televisão de Hong Kong.
"Eu pensei 'Isto é um karma desfavorável?' Quando você não é legal, coisas ruins acontecem a você", disse.
"Não estou satisfeita com a forma como os chineses estão tratando os tibetanos, pois acho que ninguém deve ser cruel com outras pessoas", afirmou a atriz na entrevista, que foi disponibilizada na internet.
"E então este terremoto e todas estas coisas aconteceram e eu pensei, será karma?"
Depois dos comentários, Ng See-Yuen, fundador da rede de cinemas UME Cineplex e presidente da Federação de Cineastas de Hong Kong afirmou que os comentários de Stone foram "inapropriados".
A UME tem cinemas em Pequim, Xangai, Chongqing, Hangzhou e Guangzhou, os maiores mercados urbanos de cinema da China.
O jornal Beijing Times também informou que uma grande loja de departamentos de Pequim retirou as propagandas de cosméticos e roupas da marca Christian Dior, que tinham a imagem de Stone.