22/05 - 18:30 - BBC Brasil
Duas caveiras de cristal que estão em dois dos principais museus do mundo e eram tidas como artefatos fabricados por povos pré-colombianos são falsificações, de acordo com um estudo de arqueólogos britânicos. Os crânios - um pertencente ao Museu Britânico em Londres e o outro, ao Instituto Smithsonian de Washington - teriam sido fabricados entre nos séculos 19 ou 20, segundo novas análises arqueológicas, publicadas na revista Journal of Archaeological Science.
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Uma das caveiras que seriam falsas |
A equipe de arqueólogos descobriu que os artefatos foram fabricados com ferramentas modernas e métodos de polimento desconhecidos dos antigos astecas ou maias.
Os objetos estão novamente em evidência devido ao lançamento do mais novo filme da série Indiana Jones, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.
No episódio, o herói segue pistas que podem levar a um valiosíssimo objeto arqueológico escondido nas florestas peruanas, a fictícia caveira de cristal de Akator.
Os arqueólogos, do Museu Britânico e da Universidade de Cardiff, afirmam que a descoberta deve encerrar décadas de especulação a respeito das origens desses artefatos polêmicos.
Comércio de antigüidades
Ainda não se sabe quem fabricou os dois objetos. Mas alguns afirmam que um comerciante de antigüidades do século 19, o francês Eugene Boban, seria o responsável pelo artefato que está no Museu Britânico.
Documentos sugerem que Boban estava envolvido na venda de pelo menos dois destes objetos, o que está em Londres e um em Paris.
O crânio de cristal que está em Washington foi doado ao Instituto Smithsonian de forma anônima em 1992, junto com um bilhete que afirma que o objeto tinha sido comprado no México em 1960.
Apesar das descobertas uma porta-voz do Museu Britânico afirmou que a caveira de cristal continua na exposição permanente.
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