O movimento palestino Hamas acusou o governo egípcio de torturar dezenas de militantes que foram presos após cruzar a fronteira da Faixa de Gaza com o país, em janeiro. Uma autoridade do Hamas disse que 39 militantes estão atualmente presos no Egito e outros 90 foram soltos nas últimas semanas.
Segundo o correspondente da BBC Bob Trevelyan, fontes do Hamas dizem que os "prisioneiros estão sofrendo todos os tipos de tortura".
Ainda segundo o Trevelyan, os militantes que foram soltos disseram ter sido interrogados sobre questões "que não tinham nada a ver com a segurança egípcia".
Eles disseram que policiais estavam interessados em "saber sobre movimentos de líderes do Hamas e o paradeiro do soldado israelense Gilad Shalit, capturado em junho de 2006".
As autoridades egípcias não comentaram as acusações.
A situação dos prisioneiros do grupo palestino foi recentemente discutida em reuniões entre autoridades egípcias e representantes do Hamas, na cidade egípcia de El-Arish.
Vários membros do Hamas entraram no Egito pela Faixa de Gaza juntamente com centenas de milhares de palestinos depois que militantes demoliram parcialmente o muro que separa o território do Egito, no dia 23 de janeiro.
A grande maioria foi comprar comida e produtos que ficaram escassos depois que Israel resolveu bloquear sua fronteira com Gaza, para pressionar militantes palestinos a cessarem o lançamento de foguetes contra cidades israelenses.