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ONU pode baixar sanções cem anos, diz Ahmadinejad

23/02 - 21:28 - BBC Brasil

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que as Nações Unidas podem baixar quantas sanções quiserem que isso não vai fazer o país desistir do seu programa nuclear e exigiu um pedido de desculpas dos Estados Unidos. "Se eles (a ONU) querem continuar pelo caminho das sanções, não seremos afetados.

Eles podem baixar resoluções por cem anos", disse o líder iraniano, em entrevista à TV estatal do país.

Os comentários foram feitos depois da publicação de um novo relatório das Nações Unidas que afirma que o Irã já se mostra mais transparente, embora ainda não tenha dado "garantias críveis" de que não tenta construir uma bomba atômica.

O governo de Ahmadinejad já afirmou repetidas vezes ter apenas interesse em produzir eletricidade a partir da tecnologia nuclear. Após a publicação do relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse existir um "argumento muito forte" para uma terceira resolução com sanções contra os iranianos. Rice disse que o relatório demonstra que as medidas do Irã para interromper o seu programa de enriquecimento de urânio são "inadequadas" e que o seu governo iria pedir novas punições na ONU. Nesta segunda-feira, os americanos se reúnem com os outros integrantes do Conselho de Segurança da ONU - a Grã-Bretanha, a China, a França e a Rússia - para decidir o que fazer sobre o caso.

No entanto, Ahmadinejad saudou o relatório da AIEA como uma "vitória histórica" para o Irã. "Parabenizo Vossa Eminência e o povo iraniano pela vitória histórica do Irã em seu maior confronto com as forças opressoras desde a Revolução Islâmica (de 1979)", disse o presidente em mensagem ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, divulgada pela TV estatal do país. De fato, o relatório da ONU divulgado na sexta-feira elogia o Irã por autorizar visitas dos inspetores a locais que até então eram de acesso proibido.

No entanto, o documento diz que o Irã continua "evasivo" em questões importantes e que ainda não respondeu adequadamente as alegações de que teria um programa secreto para transformar material nuclear em armamentos.







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