Foram 53 partidas, com 37 vitórias, 11 empates e cinco derrotas, 85 jogadores convocados - se considerarmos apenas partidas da seleção principal. Quase quatro anos depois do fim do último ciclo da Copa do Mundo, o atual chegou ao momento mais esperado.

Foram 53 partidas, com 37 vitórias, 11 empates e cinco derrotas, 85 jogadores convocados - se considerarmos apenas partidas da seleção principal. Quase quatro anos depois do fim do último ciclo da Copa do Mundo, o atual chegou ao momento mais esperado. Pelo menos para os jogadores. O técnico Dunga anunciou, na tarde desta terça-feira, a lista com os 23 convocados que integrarão a seleção brasileira na Copa do Mundo da ¿?frica do Sul, que será realizada entre os dias 11 de junho e 11 de julho deste ano.

Como era esperado, o treinador priorizou aqueles que mais foram convocados desde que assumiu a seleção. Apenas cinco jogadores (Maicon, Daniel Alves, Gilberto Silva, Elano e Robinho) estiveram presentes em 45 ou mais partidas sob seu comando. Todos eles foram chamados nesta terça. Mas Dunga também surpreendeu ao chamar Grafite, que foi chamado uma única vez, justamente no último amistoso do Brasil, em março.

O atacante do Wolfsburg ficou com a vaga que era dada como certa para Adriano. O jogador do Flamengo teve diversos problemas de indisciplina nos últimos tempos e acabou sendo preterido.

O restante da convocação não teve grandes surpresas. Jogadores que vinham sendo chamados constantemente, como o goleiro Júlio César, o volante Josué e o meia Kaká, com 40, 44 e 36 aparições na seleção na "era Dunga", respectivamente, tiveram suas vagas confirmadas.

Houve também casos de jogadores que conquistaram suas vagas pelo bom desempenho na reta final deste "ciclo pré-Copa". Felipe Melo, Ramires e Nilmar eram nomes que não figuravam entre os possíveis selecionáveis quando o Brasil iniciou sua caminhada à ¿?frica do Sul. No entanto, foram testados, ganharam a confiança do treinador e acabaram figurando na lista para este Mundial.

Apesar da coerência durante sua campanha à frente da seleção, o treinador gaúcho deixou de fora alguns jogadores que foram convocados por ele diversas vezes. Um dos casos é o do lateral-esquerdo Kléber, do Internacional, que esteve presente em 33 partidas da seleção sob o comando de Dunga, mas perdeu espaço nos últimos jogos e não irá para o Mundial.

O meia Ronaldinho Gaúcho também ficou de fora, apesar de ter figurado entre os selecionáveis por 22 vezes. O jogador teve sua presença na Copa requisitada por grande parte da população brasileira, mas não atuava com a camisa da seleção desde o dia 1º de abril de 2009, na vitória por 3 a 0 diante do Peru, pela Eliminatórias.

Na lateral esquerda, a situação foi inversa. A posição não teve um dono desde a saída de Roberto Carlos, após a Copa do Mundo de 2006. Sob o comando de Dunga, 11 atletas atuaram na função, mas nenhum conseguiu se firmar ou ter uma longa sequência de jogos. Com isso, Gilberto e Michel Bastos, que atuam como meias em seus clubes, ficaram com as vagas.

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