Bangcoc começa a voltar à normalidade após fim de confrontos

Bangcoc, 21 mai (EFE).- A região central de Bangcoc, palco de incêndios e saques e dos confrontos entre os "camisas vermelhas" e as forças de segurança tailandesas, começou nesta sexta-feira a voltar à normalidade.

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Bangcoc, 21 mai (EFE).- A região central de Bangcoc, palco de incêndios e saques e dos confrontos entre os "camisas vermelhas" e as forças de segurança tailandesas, começou nesta sexta-feira a voltar à normalidade. Dezenas de residentes em uma das áreas próximas ao local onde ficava o acampamento do grupo de manifestantes (e onde vários deles morreram vítimas de tiros) saíram às ruas com pás, vassouras e outros utensílios para tentar retirar os escombros e o lixo acumulado. Em uma das maiores avenidas da cidade, a Rama IV, houve violentos confrontos, que foram intensificados na quarta-feira passada com a operação das tropas oficiais para desmontar o acampamento montado pelos "camisas vermelhas" no coração comercial da metrópole. Uma semana depois que o Exército iniciou o cerco ao acampamento dos manifestantes, os soldados controlaram o protesto, que causou uma batalha campal entre hordas de "camisas vermelhas" e soldados. A Rama IV, que continua fechada ao tráfego que começaram os distúrbios, está cheia de pneus carbonizados, blocos de concreto e outros materiais. Na região onde acamparam os "camisas vermelhas" durante seis semanas, os serviços de coleta de lixo iniciaram seu trabalho, que promete ser duro, e os bombeiros se preparam para a missão de isolar e examinar os edifícios que foram alvo das chamas, entre eles um supermercado que já foi o segundo maior centro comercial do Sudeste Asiático. Apesar de a situação estar perto de se normalizar, Bangcoc e outras três províncias permanecerão até o próximo domingo sob o toque de recolher, e a maior parte do transporte público na capital continua paralisado. No total, 15 pessoas morreram e outras 133 ficaram feridas na quarta-feira durante a operação do Exército para desmontar o acampamento dos "camisas vermelhas" e em outros distúrbios na capital e em províncias do norte e nordeste do país, segundo o Ministério da Saúde. Com estas vítimas, chegou a 84 o número de pessoas que morreram e a 1.800 o de feridos desde o início dos protestos, em meados de março. EFE mfr/fm

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