Autoridades de Bangcoc ordenam evacuação da região onde estão manifestantes

Bangcoc, 12 mai (EFE).- As autoridades tailandesas ordenaram nesta quarta-feira a evacuação dos residentes na principal zona comercial de Bangcoc, depois que o Exército anunciou que a região será sitiada para a expulsão dos milhares de manifestantes que a ocupam há mais de um mês.

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Bangcoc, 12 mai (EFE).- As autoridades tailandesas ordenaram nesta quarta-feira a evacuação dos residentes na principal zona comercial de Bangcoc, depois que o Exército anunciou que a região será sitiada para a expulsão dos milhares de manifestantes que a ocupam há mais de um mês. O exercito indicou que fechará totalmente a zona de três quilômetros quadrados de extensão na qual estão acampados os "camisas vermelhas". No local há, principalmente, edifícios oficiais e comerciais, lojas de departamentos de luxo e hotéis de cinco estrelas. As medidas para saída dos manifestantes, que incluem o corte da provisão de alimentos e eletricidade, foram decididas depois que na terça-feira o primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, deu um ultimato aos manifestantes, o que causou o aumento da tensão na capital tailandesa. O porta-voz do Exército, coronel Sansern Kaewkamnerd, assinalou que, além disso, as tropas vão sitiar todo o perímetro de três quilômetros de extensão da região na qual milhares de "camisas vermelhas" estão entrincheirados. Em resposta a esta nova ameaça, os "camisas vermelhas" reforçaram a segurança nas barricadas levantadas na área ocupada. A frente antigovernamental se distanciou esta terça-feira do pacto com o Governo para finalizar o protesto, apesar de a exigência de o vice-primeiro-ministro Suthep Thaugsuban se apresentar à Polícia ter sido aceita. Os "camisas vermelhas" consideram que o vice-primeiro-ministro é o principal responsável pelos enfrentamentos travados em Bangcoc no último dia 10 de abril. No confronto, entre as forças de segurança e os manifestantes, morreram 25 pessoas e cerca de 80 ficaram feridas. O aumento da tensão originada pelo distanciamento entre os manifestantes e o Governo põe em risco a sobrevivência do plano de reconciliação proposto pelo primeiro-ministro para resolver a profunda crise política. O "mapa de caminho" para a reconciliação, que a princípio foi aceita pela Frente Unida para a Democracia e a Ditadura, grupo pelo qual militam os "camisas vermelhas", inclui a realização de eleições legislativas no próximo dia 14 de novembro. Desde que os protestos começaram, há dois meses, 25 pessoas morreram e cerca de mil ficaram feridas em confrontos entre manifestantes e membros das forças de segurança, por conta da explosão de artefatos e em ataques. A maior parte dos "camisas vermelhas" provêm das zonas rurais do norte e noroeste do país, regiões de maior densidade demográfica e redutos dos testas-de-ferro do multimilionário Shinawatra, que em 2008 foi condenado a dois anos de prisão por um delito de corrupção. Os manifestantes consideram que o Governo integrado por uma coalizão de seis partidos e liderado pelo Democrata, de Vejjajiva, e respaldado pela elite monárquica e o Exército, é ilegítimo por ter chegado ao poder mediante pactos parlamentares em vez das urnas. A crise política na Tailândia começou com o golpe de Estado dos militares em 2006 contra Shinawatra, magnata que governava o país desde mais cinco anos antes, com o respaldo de uma maioria absoluta no Parlamento, que visitava em raras ocasiões. EFE mfr/fm

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