Pano de fundo de embate eleitoral entre ex-aliados é a atual situação financeira de GO

O governador Alcides Rodrigues (PP) e o governadoriável Marconi Perillo (PSDB) intensificaram a troca de acusações ontem por conta da situação financeira do Estado.

Alcides tem sido o principal crítico do tucano na campanha de Vanderlan Cardoso (PR), que disse que não faria acusações durante as eleições.

Em entrevista à TV Record, Vanderlan comprou a briga de Alcides: “Goiás só está nessa situação por conta da falta de gestão dos governos passados. O doutor Alcides conseguiu recuperar o Estado e fazer obras que outros prometeram e não cumpriram.”

Em visita às obras do aeroporto de cargas de Anápolis, Alcides acusou Marconi indiretamente de ser responsável por fazer pressão sobre empresários para que paralisem obras do governo.

Em inauguração de comitê ontem, Marconi Perillo afirmou que não tem poder para parar obras e que a declaração de Alcides “deve ser uma desculpa para justificar o injustificável, que é a inoperância do governo”.

O tucano voltou à carga ao falar da saída de Alcides do poder: “O governo dele está no fim, acabou. Ele tem que entender isso”.

Embora não esteja no programa de TV de Vanderlan, Alcides Rodrigues faz o papel de acusador e poupa o candidato de estar à frente dos ataques.

O perfil do governador surpreende, já que, nos quatro anos de governo, evitava polemizar e afirmava que a aliança com Marconi Perillo não estaria rachada. O tom das entrevistas só começou a mudar em 2010.

Em entrevista anterior, Alcides já havia respondido às provocações do tucano, que afirmou que o governo tenha sido “terceirizado”. Marconi teria se referido a Jorcelino Braga, ex-secretário da Fazenda que hoje é o coordenador financeiro da campanha de Vanderlan.

“Eu não creio que essa crítica seja direcionada a mim porque sou governador de fato e de direito. Eu não quero polemizar com o senador, até porque, ele está muito estressado ultimamente, está numa disputa eleitoral e está caindo nas pesquisas”, afirmou.

Pesquisa Grupom/Rádio 730, divulgada na segunda-feira (13), apontou queda de 47,3% para 46,2% para o tucano entre 28 de agosto e 11 de setembro.

Já a pesquisa Serpes/O Popular, divulgada no domingo (12), apontou queda de 49,2% para 47,6% no mesmo período. Esta foi a primeira vez que o tucano perdeu pontos desde o início da campanha.

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