Apesar dos protestos, Sarkozy insiste na aprovação do projeto

"A França está comprometida em fazê-la e levá-la adiante", afirmou o presidente

AE |

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O presidente francês, Nicolas Sarkozy, assegurou ontem que manterá a proposta da reforma da previdência, apesar das críticas da oposição e das manifestações de trabalhadores e estudantes realizadas em todo o país.

O Senado deverá votar a proposta amanhã. O projeto eleva de 60 para 62 anos a idade mínima para a aposentadoria e de 65 para 67 anos a idade para o recebimento do salário integral.

"Essa reforma é essencial. A França está comprometida em fazê-la e levá-la adiante", afirmou Sarkozy, após se encontrar com a chanceler alemã, Angela Merkel, na cidade de Deauville.

Em seguida, Sarkozy jantou com o presidente russo, Dmitri Medvedev. Na avaliação de Sarkozy, com a reforma da previdência, a França seguirá o mesmo caminho trilhado pelo governo alemão. "A França iniciará essa reforma como nossos amigos alemães fizeram há alguns anos.

" O presidente francês classificou como "normais" as manifestações que explodiram em todo o país. "É perfeitamente normal e natural que surjam inquietações e oposição a essa medida." Contrários ao projeto, sindicatos estão promovendo várias paralisações.

Há uma semana, trabalhadores de 12 refinarias entraram em greve, o que provocou falta de combustível em vários postos do país. Ferroviários também cruzaram os braços. Sarkozy garantiu que o governo realizará todos os esforços necessários para que não haja desabastecimento de combustível.

"É normal, também, e natural que um governo democrático, em uma democracia parlamentar, assegure que os motoristas terão combustível e que não haverá novos enfrentamentos." O primeiro-ministro François Fillon disse que o governo não vai recuar da decisão de colocar a reforma em votação no Senado.

Ele também assegurou que vai adotar as medidas necessárias para que o país não pare por causa das greves. Em apoio ao presidente, o ministro da Indústria, Chrisitan Estrosi, afirmou que o governo está no controle da situação. "Não haverá nenhum bloqueio para as companhias, nenhum bloqueio para os transportes e nenhum bloqueio para os motoristas."

Apoio à greve

Apesar da violência dos protestos, os franceses se mostraram favoráveis a uma nova paralisação total, prevista para ocorrer hoje. De acordo com pesquisa do Instituto CSA, publicada pelo jornal Le Parisien, 71% defendem uma nova greve geral. Somente 18% se mostraram descontentes com a proposta. "Se essa reforma for aprovada, as manifestações não vão acabar", prometeu o sindicalista Louis Girard, de 32 anos.

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