Roraima depende da energia produzida na Venezuela

Roraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, vive uma situação peculiar em relação à energia elétrica. Diferente do resto do País, o Estado é abastecido pelo Linhão de Guri, energia produzida no complexo de Macagua, no Estado de Bolívar, na Venezuela.

Agência Estado |

Mas isso não impede que Roraima possa viver dias de apagão. Na Venezuela, Hugo Chávez enfrenta problemas de abastecimento de água e eletricidade. Mas o gerente regional da Eletronorte, Cláudio Alípio Santos, disse que a falta de energia é interna na Venezuela e não atingirá o Brasil.

Segundo ele, não haverá problemas no abastecimento de Roraima porque o contrato com a Venezuela não prevê isso. "A falta de energia não tem nada a ver com o Linhão de Guri e nem com o Brasil. Temos um contrato de relacionamento que será cumprido. A Venezuela tem reserva técnica, e não houve nenhuma conversa no sentido de existir algum desligamento."

Sem a energia venezuelana, Roraima voltaria a consumir energia de geração termelétrica a óleo combustível. Em 2001, quando o Linhão entrou em operação, os gastos anuais com a geração térmica no Estado caíram em R$ 120 milhões.

As termoelétricas, no entanto, abasteceriam só a capital: Boa Vista consome 32 GWh/mês, oito vezes mais que o restante do Estado.

A CPI da Câmara dos Deputados que investiga a formação dos valores da energia elétrica no Brasil descobriu que Roraima paga cerca de US$ 90 milhões (cerca de R$ 153 milhões), pela construção da rede de energia na Venezuela, mais US$ 100 milhões (ou R$ 170 milhões), destinados à rede entre Pacaraima, na fronteira, até Boa Vista e subestações. Além disso, há o pagamento de cerca de US$ 1 milhão por ano ao país vizinho, para a conservação da rede de energia.

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