Oposição aprova audiência de Lobão e Dilma

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado aprovou esta tarde requerimento de convite para os ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Dilma Rousseff (Casa Civil) para uma audiência sobre o apagão elétrico ocorrido semana passada. O requerimento foi apresentado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que, em manobra hábil, esperou que os senadores da base aliada deixassem a sessão de sabatina do embaixador Enio Cordeiro - indicado para a embaixada do Brasil em Buenos Aires - para apresentar esse pedido de audiência.

Agência Estado |

Em especial, Flexa Ribeiro aguardou a saída do senador Aloizio Mercadante (PT-SP). O requerimento foi aprovado por dois votos - do próprio Flexa Ribeiro e de José Agripino Maia (DEM-RN) - contra um, do senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB). Cavalcanti ainda protestou contra a manobra do colega, mas foi voto vencido.

Os senadores da oposição foram derrotados na manhã de hoje, quando tentaram na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovar requerimento para Dilma e Lobão comparecerem à comissão para falar sobre as causas do apagão da semana passada, sem que estivessem acompanhados de técnicos da área.

Foi aprovado na CAE apenas o convite para os ministros, mas junto com outras 18 pessoas, entre técnicos e autoridades do governo, o que foi criticado pelo líder do DEM no Senado, José Agripino Maia. A ideia é realizar duas audiências, sendo a primeira só com técnicos e a segunda com os ministros e outros técnicos.

Na avaliação de Maia, ao montar esta estratégia, o governo queria esvaziar o assunto com o depoimento de pessoas ligadas ao setor para que, quando os ministros participassem da audiência, em um segundo momento, o assunto estivesse "enterrado". "Trazer 20 pessoas iria gerar opiniões diferentes, diversas teses e no final nada seria explicado e como o ministro Lobão disse, o caso estaria encerrado", disse o senador.

De acordo com Agripino, é "imprescindível" que a ministra Dilma Rousseff dê explicações aos parlamentares, pois ela era ministra de Minas e Energia quando o governo aprovou o novo marco regulatório do setor. "A Dilma é mãe do modelo energético e é ela quem pilota os investimentos", observa.

Na condição de convidados, os ministros Edison Lobão e Dilma Rousseff poderão decidir se participarão ou não das audiências na Comissão de Relações Exteriores e quando o farão.

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