Ninguém pode prometer que não haverá blecautes, afirma Dilma

BRASÍLIA - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira que o sistema elétrico brasileiro é suscetível a blecautes como o que ocorreu na noite da última terça-feira. Segundo ela, o sistema atual é o melhor dos últimos tempos, mas esse tipo de interrupção pode ocorrer.

Redação |

"Uma coisa é blecaute, que ninguém pode prometer que não vai ocorrer. O que eu prometi é que não haverá racionamento. Racionamento é barbeiragem. "Nós não estamos livres de blecaute", acrescentou.

Segundo ela, nenhum sistema do mundo tem capacidade de garantir que esse tipo de interrupção deixe de acontecer uma vez que o trabalho é feito com base em probabilidades. O sistema brasileiro, diz a ministra, trabalha com uma margem de segurança de 95%. "Temos um dos sistemas elétricos de maior robustez do mundo", disse.

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Dilma voltou a dizer que condições climáticas foram as responsáveis pelo problema de queda de energia e afirmou que, caso sejam detectadas outras causas, a responsabilidade de apuração é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). De acordo com a ministra, o sistema foi submetido a uma situação muito forte de vendaval, chuvas e raios que teria desligado a transmissão como forma de proteção. "A avaliação da causa é essa. Se houve mais elementos, a responsável é a Aneel", disse.

Dilma lembrou que em 2005 houve uma situação similar no Brasil, ainda que não na mesma proporção, nos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Ela citou sua experiência à frente da pasta, disse que sua resposta não era politizada e salientou que os diferentes setores de energia elétrica devem ser ouvidos sobre o tema. 

Blecaute

O distúrbio desencadeou uma queda de 40% na oferta de energia do país durante cerca de 3 horas e meia.

Segundo relatório do Operador Nacional do Sistema (ONS), foram afetados na totalidade São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo e parcialmente Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Acre, Rondônia, Bahia, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

O apagão teve início às 22h13 (horário de Brasília) da terça-feira, segundo o ONS. O Paraguai, parceiro do Brasil em Itaipu, também sofreu os efeitos do blecaute, porém por um período bem mais reduzido.

Itaipu anunciou a volta à normalidade no início da manhã desta quarta-feira, quando 18 das 20 unidades geradoras da usina voltaram a produzir energia para Brasil e Paraguai, e 10.450 megawatts passaram a ser transmitidos para os dois países.

O problema também provocou o desligamento das usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2, no Rio de Janeiro, que voltaram a operar no início da noite desta quarta-feira, segundo informou a Eletronuclear em nota.

(com informações da Agência Estado e Agência Brasil)

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