Ministério Público Federal dá prazo de 72 horas para governo explicar causas de apagão

O Ministério Público Federal abriu um processo administrativo para apurar as causas e responsabilidades pelo apagão ocorrido na noite de terça-feira.

Redação |

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    Ministro Edison Lobão durante coletiva mostra marcas da descarga

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    Um ofício, expedido na quarta-feira pede à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ao Ministério de Minas e Energia (MME), ao Operador Nacional do Sistema (ONS), e à Itaipu Binacional que encaminhem em até 72 horas toda a documentação sobre a queda de energia.

    Entre os documentos requisitados, os procuradores querem a comunicação feita entre os agentes envolvidos na transmissão e geração de energia, além das atas das reuniões das autoridades durante o período em que o problema estava sendo resolvido.

    Quem irá analisar os dados será o Grupo de Trabalho Energia e Combustíveis, que atua no Ministério Público Federal  para subsidiar as investigações do procuradores da República nos estados.

    O Ministério Público Federal também quer em 15 dias uma análise técnica sobre o ocorrido, indicando, inclusive, os responsáveis pelo posto onde houve o problema e se as medidas preventivas foram tomadas.

    Blecaute

    Segundo relatório do Operador Nacional do Sistema (ONS), foram afetados pelo apagão São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Acre, Rondônia, Bahia, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

    O apagão teve início às 22h13 (horário de Brasília) da terça-feira, segundo o ONS. O Paraguai, parceiro do Brasil em Itaipu, também sofreu os efeitos do blecaute, porém por um período bem mais reduzido.

    Itaipu anunciou a volta à normalidade no início da manhã desta quarta-feira, quando 18 das 20 unidades geradoras da usina voltaram a produzir energia para Brasil e Paraguai, e 10.450 megawatts passaram a ser transmitidos para os dois países.

    O problema também provocou o desligamento das usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2, no Rio de Janeiro, que voltaram a operar no início da noite desta quarta-feira, segundo informou a Eletronuclear em nota.

    (*com informações da agência Brasil)

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