Cerca de dois milhões ainda estão sem abastecimento de água na Grande SP

SÃO PAULO ¿ O apagão na noite de terça-feira prejudicou o abastecimento de água para cerca de 6,7 milhões de pessoas na Grande São Paulo. De acordo com a Sabesp, nas últimas horas, mais de 4,5 milhões tiveram o serviço normalizado, mas outros dois milhões de moradores ainda estão sem água.

Redação |

    Conforme a Sabesp, as regiões mais afetadas da capital paulista são a zonas sul (Parelheiros, Jardim Ângela e Jardim São Luiz) e norte (Casa Verde e Vila Brasilândia), além do bairro da Consolação, na região central.

    A previsão é que o abastecimento só seja totalmente normalizado na manhã de quinta-feira. A companhia alega que, diferentemente do fornecimento de energia elétrica, que, imediatamente após o funcionamento normal das turbinas, a energia chega às casas dos consumidores, o de água é mais complicado.

    Por meio de nota, a Sabesp diz que ele é mais lento porque é necessário encher as tubulações e, depois, os reservatórios de água tratada têm que percorrer longos caminhos até atingir cada um dos pontos de abastecimento.

    A estação mais crítica é a do sistema da Cantareira, responsável por abastecer 9 milhões de habitantes, principalmente da zona norte paulista. No início da tarde, foi retomado o funcionamento da Estação Elevatória Santa Inês e o desabastecimento na Região Metropolitana de São Paulo recuou um pouco mais. Cerca de 3 milhões de pessoas estavam sem água por volta das 12h e o número passou ara 2,5 milhões às 15h.

    A normalização de todo o sistema depende da volta regular da energia elétrica nas estações. A recuperação total do sistema deve ocorrer durante o dia e a madrugada. A empresa pede que as pessoas utilizem a água de forma racional para permitir uma regularização do abastecimento o mais rápido possível.

    Rio de Janeiro

    No Rio de Janeiro, três escolas e cinco creches municipais das zonas norte e oeste não estão funcionando nesta quarta-feira por causa de um problema no fornecimento de água. No total, 1.729 alunos estão sem aula. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a falta d´água também é reflexo do apagão.

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