Apagão: só 6, dos mil km da linha, teriam sido afetados

Foi a Lei de Murphy, disse o diretor-geral de Itaipu, Jorge Miguel Samek, ao justificar o apagão que atingiu 18 Estados. Ele explicou que o sistema de transmissão da energia da usina binacional tem mil quilômetros de extensão, mas, em apenas 6 km, as cinco linhas existentes andam juntas.

Agência Estado |

Foi exatamente um desses trechos que pode ter sofrido danos.

Segundo o executivo, o sistema que leva a energia de Itaipu para o Brasil tem cinco linhas de transmissão: três de energia alternada e duas de energia contínua. Existem três subestações: Ivaiporã (PR), Itaberá (SP) e Tijuco Preto (SP). No trajeto de mil quilômetros, as duas linhas de corrente contínua permanecem, por precaução, a 20 km das outras.

Um quilômetro antes de chegar e sair das subestações, as cinco linhas se juntam. De Ivaiporã, a energia de Itaipu é distribuída para a região Sul. De Itaberá, segue para São Paulo e para o Grande ABC. Em Tijuco Preto, a energia vai para todo o País.

"Já tivemos problemas semelhantes com a queda de uma ou duas linhas de transmissão. Mas as cinco ao mesmo tempo é um evento muito raro", disse.

Às 22h13 de terça-feira, as 18 turbinas da usina estavam a pleno funcionamento e, de repente, ficaram sem ter para onde mandar a energia. No início, os técnicos pensaram que algumas torres teriam sido derrubada pelo mau tempo como já ocorreu em outras ocasiões.

Quando às 5 horas, o ONS pediu que Itaipu reconectasse as outras duas linhas, os técnicos perceberam que o problema só poderia ter ocorrido em alguma subestação - que é exatamente onde as linhas estavam juntas. Foi em Itaberá (SP).

Samek afirma que o sistema é eficiente e que não faria sentido economicamente ter mais linhas de transmissão. Ele argumentou que a solução para o problema é o Brasil depender menos de Itaipu. "Ter todos os ovos na mesma cesta é sempre um perigo", disse.

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