Apagão: falta de água afeta 10 milhões em SP

Pelo menos 10 milhões de pessoas em todo o Estado de São Paulo, equivalente a 24% da população, tiveram problemas de abastecimento de água desde a noite de terça-feira até ontem por causa do apagão. A previsão é que somente hoje cerca de 2,5 milhões de pessoas na Região Metropolitana tenham água de volta em suas casas.

Agência Estado |

O abastecimento havia sido normalizado para o restante dos consumidores ontem. De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o desabastecimento afetou 6,7 milhões de pessoas somente na Região Metropolitana de São Paulo, além de 480 mil habitantes do interior.

São moradores nas cidades de Botucatu, São Roque, Alumínio, Iperó, Boituva, Ibiúna, Botucatu, Dourado, Pederneiras, Capela do Alto e Caçapava. No litoral houve problemas em Santos, São Vicente, Bertioga, Guarujá, Cubatão, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. Já nas cidades onde o abastecimento é feito por autarquias municipais, houve problemas em Santo André, Jaú, São Carlos e Diadema, entre outras.

Segundo Hélio Luiz Castro, superintendente de Produção da Sabesp, a normalização do sistema de abastecimento da rede na Região Metropolitana de São Paulo é lenta. "Após o retorno da energia elétrica, precisa voltar a fazer o tratamento de água, que depois é enviada para os reservatórios e então distribuída pela tubulação", explica.

As regiões mais afetadas na capital foram as zona sul - Parelheiros, Jardim Ângela e Jardim São Luiz -, norte - Casa Verde e Vila Brasilândia - e o bairro da Consolação, no centro. Na Grande São Paulo, a zona oeste foi a mais atingida: faltou água nos municípios de Taboão da Serra, Embu, Embu-Guaçu e Itapecerica da Serra.

No interior e litoral, as empresas fornecedoras estimavam a normalização dos serviços até o período noturno de ontem.

ROMPIMENTO
Uma tubulação dentro da Estação Elevatória Alto da Boa Vista, na zona sul da capital, se rompeu no final da noite de terça-feira com a oscilação da energia elétrica. Mas o conserto terminou somente às 8h30 de ontem.

O problema de envio de água para toda a rede na Grande São Paulo foi verificado nas estações elevatórias de água, que funcionam como bombas para distribuir o líquido para toda a rede. São 180 estações elevatórias que bombeiam a água para o sistema em São Paulo.

"No sistema Cantareira são três bombas de grande porte que efetuam esse serviço, na Estação Elevatória Santa Inês. O consumo de energia elétrica de somente uma dessa bombas é equivalente ao consumo de uma cidade de médio porte, como Bauru", explica o superintendente da Sabesp.

Isso inviabilizaria, na explicação da empresa, a existência de geradores de energia para fazer o equipamento funcionar quando não há fornecimento de eletricidade.

GREVE
A paralisação dos 10 mil trabalhadores da Sabesp, que teve início à 0 hora de ontem, foi suspensa na madrugada por causa do apagão e não chegou a complicar ainda mais o fornecimento de água. A categoria tomou a decisão de suspender a paralisação durante assembleia feita na Avenida Paulista, às 12h. Os funcionários reivindicavam a readmissão dos mais de 300 trabalhadores demitidos desde março.

O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) determinou a liberação dos técnicos para trabalhar na manutenção das bombas de abastecimento.

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