Apagão: em Itaipu, diretores se mobilizam após falha

Às 22h13 de terça-feira, a usina de Itaipu ficou às escuras. Começava uma operação de guerra para recompor o fornecimento de energia do País, cujos momentos mais tensos iriam até as 3 horas.

Agência Estado |

Dez técnicos estavam de plantão. Ao ser detectado o problema, alarmes soaram nas salas de controle e, automaticamente, a usina foi desligada. Naquela hora, funcionavam 18 turbinas, gerando 11,850 mil megawatts de energia. O horário de pico se aproximava do fim, mas o patamar de consumo era alto. Diretores de Itaipu descartam a hipótese da sobrecarga.

Em menos de cinco minutos, os técnicos detectaram que o problema não era na usina e iniciaram os procedimentos para as turbinas "girarem em falso" que é como deixar a "tomada" pronta para ser "plugada".

A chefia de Itaipu chegou em massa. O diretor técnico do lado brasileiro, Antonio Otelo Cardoso, coordenou a operação pessoalmente. O diretor técnico do lado paraguaio, José Sanchez, foi para a usina assim que soube do apagão.

Dois grandes painéis nas salas de operação mostravam o sistema elétrico do País. As três linhas de transmissão estavam fora do ar. Os técnicos de Itaipu contactaram as transmissoras e começaram a seguir as ordens do Operador do Sistema Elétrico Nacional.

Passados 12 minutos do acidente, voltava a luz no Paraguai. Às 23 horas, a primeira linha de transmissão já havia sido reconectada, levando energia para o Sul. Mas o problema persistia no Sudeste. Só às 3 horas, os técnicos reconectaram a segunda linha e deixaram a terceira perto da normalidade. Foi aí que os diretores de Itaipu deixaram as salas de operação. Mas eles sabiam que o dia que se iniciava seria intenso em busca das causas do apagão.

    Leia tudo sobre: apagão

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG