Apagão: desabastecimento também atinge o Rio

O abastecimento de água foi interrompido por seis horas em todo o Estado do Rio e até o fim da tarde de ontem não havia sido normalizado. Pelo menos 1,6 mil crianças da rede municipal ficaram sem aulas por causa da falta dágua.

Agência Estado |

Também afetado pelo problema, o Hospital Municipal Salgado Filho, na zona norte, só realizou cirurgias de emergência.

"O apagão atingiu todas as estações de abastecimento. Pedimos à população que economize água nas próximas 72 horas, período em que o fornecimento será normalizado", informou a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). Oficialmente, 90% do fornecimento foi restabelecido ontem - o problema ainda atingia cerca de 1 milhão de pessoas, nas zona oeste e Baixada Fluminense.

O blecaute afetou o funcionamento de pelo menos mais um hospital e uma maternidade no Estado. Os geradores do Hospital Estadual Carlos Chagas e da Maternidade Osvaldo Nazaré não funcionaram. O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, afirmou que pedirá uma auditoria do Ministério Público para descobrir se há relação entre o apagão e as três mortes ocorridas no Carlos Chagas durante a queda de energia. A Secretaria de Estado de Saúde confirma que houve um problema com o gerador do hospital, mas sustenta que as mortes não têm relação com o blecaute.

Pela manhã, problemas causados pelo apagão ainda afetavam cerca de 5% dos semáforos do Rio - normalmente, 1% apresenta problemas. O Rio tem cerca de 2,3 mil cruzamentos com sinais luminosos - em 115 eles estavam apagados. Foram mobilizados 400 homens da Guarda Municipal e da Defesa Civil para monitorar cruzamentos. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) determinou que seja criado um plano contra "apagões de verão". Ele considerou "casos isolados" os problemas ocorridos em escolas da rede municipal, por falta dágua. O Corpo de Bombeiros informou ter recebido 104 chamadas para socorrer pessoas em elevadores.

A concessionária Metrô Rio informou que o serviço nas Linhas 1 e 2 foi interrompido às 22h13 de terça-feira. O funcionamento das estações foi mantido: geradores de emergência garantiram o desembarque dos passageiros que estavam nos trens e a manutenção de luz e ventilação nos vagões e estações. O Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes informou que, em média, houve perdas de 75% do estoque de alimentos perecíveis, além de máquinas e equipamentos.

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