Amorim reforça necessidade de solução pacífica

Para chanceler brasileiro, "quanto menos ameaças houver agora", maior e melhor é a perspectiva de haver negociação com o Irã

Agência Brasil |

Brasília - Quanto menores forem as ameaças ao Irã, maiores serão as chances de obter uma solução pacífica para a questão nuclear iraniana, disse nesta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. O acordo que Teerã fechou com o Brasil e a Turquia, destacou o chanceler brasileiro, mostra que é possível sentar à mesa e negociar.

“Quanto menos ameaças houver agora, maior e melhor é a perspectiva de haver negociação. As desconfianças vão se desfazendo. Primeiro, achavam que o Irã não queria fazer acordo nenhum e chegaram a um acordo”, disse Amorim.

Ao comentar a carta enviada pelo presidente norte-americano, Barack Obama, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Amorim disse que o Brasil não iria se envolver na negociação com o Irã sem o respaldo da comunidade internacional, principalmente dos Estados Unidos.

“Naturalmente, não íamos entrar numa coisa desse tipo, ao contrário do que alguns pensam, levianamente. Então, sempre tivemos em conta opiniões dadas e as preocupações de vários países, sobretudo dos Estados Unidos, porque foi o presidente Obama quem primeiro pediu ao presidente Lula para se interessar sobre a questão”, disse Amorim.

Segundo ele, o Brasil está tentando manter aberto o canal de diálogo com o Irã antes que sejam aplicadas sanções ou retaliações ao país. “Estamos fazendo força para criar esse espaço [de negociação com o Irã]. Você já viu aquela pessoa que coloca o pé na porta quando ela vai bater, se machuca, mas, mesmo assim, a mantém aberta e depois vai forçando? Somos nós”, comparou o ministro.

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