Ameaça de bomba em Federação é uma farsa

Alerta teria sido armação de militantes petistas, após confronto com estudantes na Assembleia de MS

Alessandra Messias, iG Campo Grande |

A ameaça de bomba no prédio da Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems), em Campo Grande não passou de uma farsa.

Essa foi a conclusão de especialistas ouvidos pela reportagem do iG sobre o o episódio, que ocorreu logo após o confronto, pela manhã, entre sindicalistas da Federação e estudantes em frente a Assembleia Legislativa do Estado.

Segundo o relações públicas da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações (Cigcoe), sargento PM Orlando Paes de Mattos, a versão era uma ‘farsa’.

“Está virando moda essa história de ameaça com bomba. Foi tudo boato. Não havia bomba alguma. Deslocamos a equipe que mexe com os explosivos, fizemos a varredura e nada foi encontrado”, comentou Mattos.

O entendimento do RP da PM é compartilhado pelo presidente do Centro de Defesa dos Direitos Humanos, Paulo Ângelo, para quem a ameaça de bomba na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação) tem conotação política.

“Pode ser uma armação, pois temos marcado para amanhã uma lavagem simbólica no Parque dos Poderes”, adianta.

A ameaça surgiu numa reunião no prédio da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), onde era discutida a atuação do Fórum contra corrupção de Mato Grosso do Sul.

O estudante de direito da Universidade Católica Dom Bosco, Cézar Maksoud, 19 anos, afirma ter sido agredido pelo presidente da Fetems Jaime Teixeira.

“A manifestação era para ser pacífica e o Jaime e seu grupo começaram a nos agredir. Fiz exame de corpo de delito no IML e boletim de ocorrência contra ele. O movimento não tinha cunho eleitoreiro, o sindicalista mentiu. Ele é contra André Puccinelli e quer prejudicá-lo”, relata o estudante, referindo-se ao candidato a reeleição do governo de MS André Puccinelli (PMDB).

Segundo ele, a posição que Jaime Teixeira ocupa neste momento é ‘vergonhosa’. “Se fazer de vítima é a pior coisa possível. É muito feio. Ele tinha que representar a classe de trabalhadores e não sair batendo em todos os estudantes que via pela frente”, acrescenta Maksoud.

Do lado de fora do prédio da Federação, cerca de 60 pessoas fizeram um cordão com as mãos, abraçando o prédio. “Se vamos morrer vamos morrer abraçados”, diziam os sindicalistas. Alguns usaram adesivos para tampar a boca.

A “armação” de Jaime Teixeira surgiu após ele ter agredido vários estudantes no período da manhã em frente a Assembléia Legislativa. A idéia era parecer “vítima da situação”.

O presidente da Federação dos Trabalhadores da Educação, Jaime Teixeira, que comandou toda a pancadaria de hoje de manhã afirmou: “isso não pode acontecer, pois estranhamente foi usado o aparato policial desproporcional diante dessa suposta ameaça de bomba. Isso é repressão ao movimento sindical”.

Foram deslocadas duas viaturas do Corpo de Bombeiros, uma do Garras da Polícia Civil e quatro viaturas da Polícia Militar para o local.

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