Fim da concessão da companhia leva Marconi e Alcides Rodrigues a buscar informações junto à Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está envolvida numa polêmica entre o governador Alcides Rodrigues (PP) e o ex-aliado e atual desafeto Marconi Perillo (PSDB).

Em reunião na segunda-feira (22), Alcides e Marconi visitaram a Agência em momentos diferentes e voltaram a Goiânia com posicionamentos diversos a respeito da reunião.

Marconi afirmou que a diretoria garantiu que não daria andamento ao processo de cassação da concessão de energia elétrica à Celg antes das eleições.

Depois desse prazo, segundo ele, a Aneel ainda pediria um plano de viabilidade econômica para a companhia elétrica antes de tomar qualquer decisão.

Já Alcides afirmou que o processo de caducidade pode entrar na pauta de reuniões da agência a qualquer momento e que não houve nenhuma referência ao período eleitoral.

No entanto, a assessoria da Aneel afirmou hoje que o processo de caducidade está em processo na agência, mas que não há decisão ou data prevista para que seja discutida.

A concessão de energia elétrica da Celg vence em 2015, mas a Aneel iniciou em fevereiro deste ano processo de cassação por má gestão financeira da estatal goiana.

A assessoria da Agência ainda afirmou que o processo entrou em pauta uma únicavez, mas foi retirado. Disse ainda que o critério de apreciação de processos é aleatório e que não há garantia nenhuma de que a cassação da concessão da Celg não será discutida este ano.

O jornal Diário da Manhã também publicou hoje uma possível tentativa do governador Alcides Rodrigues de inviabilizar as negociações entre a Celg, a Aneel e a Eletrobras, maior credora da estatal goiana.

A publicação também ressalta um possível envolvimento de Olavo Noleto, petista goiano à frente da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, nas negociações.

A manobra teria como estratégia prejudicar os candidatos Marconi Perillo e Iris Rezende (PMDB), adversários do candidato oficial, Vanderlan Cardoso (PR).

O governo teria se irritado com a modificação, na Assembleia, do projeto que autoriza o empréstimo de R$ 3,7 bilhões para a Celg.

A primeira parcela, de R$ 1,2 bilhão, seria destinada ao Tesouro Estadual. A Celg deve cerca de R$ 750 milhões ao Estado por dívidas de ICMS.

Temendo uso eleitoral do dinheiro para as prefeituras, as bancadas do PMDB e PSDB se uniram para modificar o projeto e destinar o dinheiro diretamente à Eletrobrás.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.