Alcides pende para Iris no 2º turno

Governador vai discutir com aliados estratégia para a fase final, mas ele não deverá apoiar Marconi

Rodrigo Viana, iG Goiânia |

Normalmente reservado durante toda a eleição até agora, o governador Alcides Rodrigues (PP) admite a possibilidade de apoiar a candidatura de Iris Rezende (PMDB) para o Palácio das Esmeraldas.

A relação desgastada de Alcides com Marconi poderá fazer com que o governador opte pela neutralidade ou decida ficar ao lado do PMDB.

Amanhã, Alcides se reúne com prefeitos e lideranças da coligação “Goiás no Rumo Certo”, do candidato derrotado Vanderlan Cardoso (PR), para discutir o apoio no segundo turno.

A reunião faz parte de uma série de encontros que o PR quer fazer até amanhã para definir qual será o rumo do partido até o dia 30 de outubro. Ela pode servir para que Alcides pressione a coligação a não apoiar Marconi Perillo (PSDB).

O encontro com o governador tende a afastar as lideranças do partido de seguirem com o tucanato, já que o PP esteve junto de Marconi desde 1998, mas se viu do lado oposto com os desentendimentos entre os dois desde 2007.

O presidente regional do PR e deputado federal reeleito Sandro Mabel afirma que o governador deverá explicar a posição política que terá e ouvirá os partidos.

A reunião deve acontecer a portas fechadas, já que a assessoria do Palácio Pedro Ludovico não foi informada da confirmação do encontro.

Na ocasião deverá ser discutida a possibilidade de afastamento de Vanderlan Cardoso do PR.

O candidato derrotado teria expressado o descontentamento com o partido e com as decisões na eleição durante a reunião de ontem à noite com prefeitos.

O caso lembra a desistência da candidatura de Renner ao Senado em setembro. Ao sair, ele se disse “usado” pelo partido, que não teria cumprido compromissos para a viabilidade da campanha.

Vanderlan também estuda coordenar campanha de Dilma Rousseff em Goiás e junto ao segmento evangélico. O convite teria sido feito pela equipe da petista ontem.

Sandro Mabel explica que a complicação por uma definição está nas eleições de 2012.

Segundo ele, são os próximos embates municipais que definem quem os atuais prefeitos poderão apoiar neste segundo turno.

Assim como o ex-coordenador político da campanha de Vanderlan Cardoso (PR), Abelardo Vaz, o deputado Sandro Mabel também acredita que não haverá união na coligação quanto à escolha do candidato.

Participaram da coligação o PP, PR, PDT, PTN, PSC, PSDC, PV, PSB e PRP.

Ao menos PP, PDT, PSC e PSB têm histórico de aproximação com o PMDB em Goiás nos últimos anos e a tendência é que apóiem Iris no segundo turno.

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