Candidata à reeleição voltou a dizer que projetos não são aprovados no Congresso Nacional sem uma ampla base aliada

Reuters

A presidente Dilma Rousseff (PT), em evento de campanha à reeleição nesta quarta-feira (03), afirmou que a comparação da adversária Marina Silva (PSB) com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, feita na propaganda de TV da petista, não representa a política do "medo", mas a da "verdade".

Dilma Rousseff (PT) faz carreata em Belo Horizonte, com Josué Gomes (Senado)e Fernando Pimentel (Governador), candidatos do PT de Minas Gerais
Divulgação/PT
Dilma Rousseff (PT) faz carreata em Belo Horizonte, com Josué Gomes (Senado)e Fernando Pimentel (Governador), candidatos do PT de Minas Gerais


"Não, querida, é a política da verdade. O que nós dissemos, não é que as pessoas são iguais, é que se você não tem número suficiente de deputados você não aprova nenhum projeto", disse ao ser questionada se a comparação de Marina com Collor, hoje aliado de seu governo, seria uma reedição da política do medo que o PT foi alvo em eleições anteriores.

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"Acho que na democracia a gente perde e a gente ganha. Inclusive, eu quero dizer que perdi algumas vezes, mas ganhei outras tantas no Congresso Nacional", disse Dilma a jornalistas, numa carreata em Belo Horizonte.

Na terça-feira, a propaganda de Dilma na TV exibiu trechos em que um locutor questiona a governabilidade de um eventual governo de Marina, citando os ex-presidentes Collor e Jânio Quadros, que não concluíram os mandatos, como momentos em que o país escolheu "salvadores da pátria" e "chefes do partido do eu sozinho". Jânio renunciou, e Collor sofreu impeachment.

"A necessidade de negociar é inexorável. É importante saber, ao negociar não ceder diante dos interesses do Brasil", afirmou.


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